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Zet Gallery empodera mulheres artistas com mostra que alerta para a Igualdade
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Zet Gallery empodera mulheres artistas com mostra que alerta para a Igualdade

Braga

2021-06-13 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

FOI inaugurada, ontem, a mostra ‘2 ou 3 choses que je sais d’elle’ na Zet Gallery, que agrega o trabalho de sete mulheres artistas, dando-lhe palco especial e chamando a atenção para as questões da Igualdade de Género, posta em causa com a pandemia.

É com a missão de alertar a sociedade para as questões da igualdade de género e para a necessidade efectiva de empoderamento das mulheres que a Zet Gallery abriu, ontem, as portas à nova exposição, intitulada ‘2 ou 3 choses que je sais d’elle’. A mostra, que pode ser apreciada até ao próximo dia 4 de Setembro, inclui dezenas de obras de arte da autoria de sete mulheres, que destrõem estereótipos e reconstrõem novas versões do poder feminino.
Esta é a primeira de um ciclo de exposições que a Zet Gallery vai dedicar especialmente a artistas mulheres e a inspiração surgiu a partir do confinamento com a pandemia de Covid-19, em que muitas mulheres foram ‘obrigadas’ a ficar em casa e a abdicar mais das suas carreiras, alerta Helena Mendes Pereira, curadora da exposição.

“A verdade é que sentimos de uma forma generalizada que com a pandemia e o confinamento se registou um retrocesso relativamente àquilo que é a igualdade de género e às conquistas das últimas décadas a este nível”, assinalou a curadora responsável pela Zet Gallery. “Uma das coisas que nos chocou foi uma estatística que indicava que em 2020 uma das perguntas mais feita pelos internautas foi ‘Como bater numa mulher sem deixar marcas?’ - ora isto inquietou-nos muito e decidimos intervir chamando a atenção para o papel das mulheres na sociedade e, sobretudo, para o facto de o seu talento e a sua carreira não deverem ser prejudicados por questões sociais ou de família ou outras”.

Foi precisamente para desconstruir este estereótipo do que é ser mulher ainda nos dias de hoje e advertir a sociedade para a cultura de uma verdadeira igualdade de género que deve existir no dia-a-dia, seja em família ou nas empresas, que Helena Mendes Pereira foi arquitectando esta exposição, à qual atribuiu o título inspirando-se num filme de Jean-Luc Godard, que, nos anos 60, terá sido dos primeiros realizadores a filmar a mulher enquanto ser com poder e representação social tão importante como a do homem.
“Trata-se de dar voz e palco às mulheres, pois se elas saem cada vez mais das universidades e se formam também para serem artistas, têm que ter espaços que mostrem o seu trabalho e talento”, indica a curadora da mostra.

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