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Xoan Mao: A Cultura é fulcral na criação de emprego e desenvolvimento económico da Euro-Região
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Xoan Mao: A Cultura é fulcral na criação de emprego e desenvolvimento económico da Euro-Região

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Nacional

2018-02-15 às 06h00

Paula Maia

Xoan Mao, secretário-geral do Eixo Atlântico afirma que a Capital da Cultura do Eixo Atlântico, que este ano elegeu Santa Maria da Feira, vai contribuir para consolidar a cultura como factor de desenvolvimento económico desta associação transfronteiriça.

Depois de Vila Nova de Gaia (2009), Viana do Castelo (2011), Matosinhos e Vila Real (2016), este ano será Santa Maria da Feira a Capital da Cultura do Eixo Atlântico. Ao longo do ano será dinamizado um programa de actividades que expressa o cruzamento e a convergência entre Arte, Cultura e Conhecimento desta associação transfronteiriça que envolve 37 cidades do noroeste peninsular, em Portugal e Espanha.
A programação inclui, a 14 de Março, a primeira edição do festival de marionetas transfronteiriço Eixos, em que seis espectáculos de quatro companhias cruzarão tradições luso-galaicas.

Durante cinco dias e sempre com entrada livre, o novo ciclo de teatro co-produzido pela companhia Marionetas da Feira e pela autarquia local levará ainda ao Cineteatro António Lamoso uma exposição de fantoches de quatro países, uma oficina para pais e filhos sobre o processo de concepção desses bonecos, uma tertúlia com sete criadores de títeres e ainda a exibição de um documentário de Edgar Merina alusivo ao tema.
Nesta primeira edição vamos contar com companhias da Feira, de Alcobaça e de Santiago de Compostela, e queremos valorizar as tradições e os valores associados ao teatro de marionetas no Norte de Portugal e na Galiza, explicou o director da companhia organizadora do evento, Rui Sousa. Os espectáculos serão tanto clássicos como contemporâneos, e a linguagem será um cruzamento das histórias e das técnicas das duas regiões, realçou.

Marionetas da Feira, S.A. Marionetas, Títeres Alakrán e Taetro Cachiruto são os colectivos que representarão o território do Eixo Atlântico nesta primeira edição do evento, que irá evidenciar a ligação existente entre a raiz popular das marionetas portuguesas e a origem tradicional das galegas - umas e outras evoluindo a partir do Teatro Dom Roberto surgido em terras lusas no século XVII. O nosso Dom Roberto é um herói popular que faz justiça com os seus actos e o que se diz na Galiza é que, há mais de 100 anos, um marionetista espanhol veio a Portugal e absorveu essa nossa tradição, contou Rui Sousa.
Todas as actividades previstas na primeira edição do Eixos - Ciclo de Teatro de Marionetas de Portugal e da Galiza têm entrada livre, mas implicam reserva prévia através dos serviços do Cineteatro António Lamoso, já que a lotação estará limitada a 150 pessoas em cada sessão.

No que se refere às propostas com origem em Portugal, a companhia Marionetas da Feira irá ter em cena os espectáculos Objetosfera e O castelo assombrado + O Zé do telhado, enquanto a S.A. Marionetas levará ao palco ETC.
A participação galega vai repartir-se, por sua vez, entre o espectáculo Barriga Verde ataca de novo, pelo colectivo Títeres Alakrán, e por La Cabeza Del Dragon, do Teatro Cachirulo.
Para Alfredo Garcia, presidente da associação Eixo Atlântico e porta-voz das suas 37 cidades, a referida programação beneficia da imensa vantagem da afinidade linguística e demonstra assim que a cultura é o elo que une esta Euro-Região e a torna mais forte.

Ao CM, Xoan Mao, secretário--geral do Eixo Atlântico não tem dúvidas de que a Capital da Cultura do Eixo Atlântico vai contribuir para consolidar a Cultura como um elemento de desenvolvimento económico da Euro-Região, abrindo também cenário intercâmbio entre criadores e artistas do norte e sul da Euro-Regiçao.
Sobre o Festival de Marionetas Xoan Mao considera que esta é uma tradição que se estava a perder como uma cultura minoritária.

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