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Vivências de uma narradora de histórias contadas em livro no ‘Braga em Risco’
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Vivências de uma narradora de histórias contadas em livro no ‘Braga em Risco’

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Vivências de uma narradora de histórias contadas em livro no ‘Braga em Risco’

Braga

2019-11-17 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

A Narradora de Histórias e Outros Contos de Encantar' é o título do livro de Clara Haddad com ilustração de Anabela Dias que abriu ontem o dia do ‘Braga em Risco’.

‘A Narradora de Histórias e Outros Contos de Encantar’ é o título do livro de Clara Haddad com ilustração de Anabela Dias que abriu ontem o dia do ‘Braga em Risco’.
Este livro reúne oito histórias de origens diversas, recontadas por Clara Haddad, a “Sherazade dos tempos modernos que viaja pelo mundo nas asas da tradição, muitas vezes refazendo os caminhos das histórias de seu vasto repertório”.
Esta obra “é uma espécie de viagem” pelos contos do Líbano, do Brasil, de Portugal, de França, de Espanha, do México e da Índia.

Na apresentação do livro, o escritor e curador do ‘Braga em Risco’, Pedro Seromenho, descreve o livro de Clara Haddad “como uma viagem pelo mundo, através da palavra, da sabedoria popular dos contos e da tradição. É uma forma de vivermos outros mundos através do livro”.
Clara Haddad apresenta-se como “uma contadora de histórias que escreve e partilha histórias”. A autora sublinha a oralidade como a sua grande marca de escrita. “Eu não pretendo fazer um texto muito rebuscado. Eu quero que quem o leia o sinta quase como se estivesse ouvindo a história. É um pouco a minha marca, a minha forma de escrita onde a oralidade está sempre presente, que se aproxime da palavra dita”, explicou Clara Haddad.

Para a ilustradora Anabela Dias este livro “foi um desafio pela forma como foi pintado. As ilustrações resultam de muita espontaneidade que também é uma característica da Clara como contadora de histórias”.
Contar Histórias em Banda Desenhada foi outros dos momentos vividos ontem no Braga em Risco num workshop conduzido por André Caetano no Edifício do Castelo. Nesta oficina dirigida a estudantes, professores e ilustradores, André Caetano mostrou os passos do processo de pensar/planear e desenhar a história de uma página.

O dia prosseguiu ´À Descoberta do Risco’ numa visita com Rita Sineiro que percorreu as salas do Castelo riscado, ultrapassando desafios e correr todos os riscos. Escutando histórias e desenhos na parede.
Numa sessão dedicada às famílias, houve cinema ‘Sonho Aumentado e Outras Histórias’ na Casa dos Crivos. Performances, construção de brinquedos, oficinas do risco, workshops com Paulo Galindro e Carlo Giovani e uma oficina ‘Pintar com a Luz’ foram as propostas que se foram ‘desenhando’ ao longo dia do ‘Braga em Risco’.

“O ilustrador está a conquistar o espaço devido no mundo editorial”

O ‘Braga em Risco’ assume a missão de colocar a figura do ilustrador num lugar de destaque.
“Sem dúvida que essa é uma das principais preocupações. Não queremos trazer só o ilustrador reconhecido, premiado, mas queremos dar a conhecer o valor dos jovens ilustradores”, afirmou o curador do ‘Braga em Risco’, Pedro Seromenho, realçando a parceria com a Escola de Design do IPCA onde apresentamos “exposições com os alunos de mestrado em Ilustração e Animação”.
Para Pedro Seromenho “assistimos a uma valorização do campo da ilustração e o ilustrador foi ganhando, cada vez mais, espaço no mundo editorial”.

Segundo o escritor e também ilustrador “o que revolucionou o campo do livro infantil foi que as pessoas começaram a perceber que o livro não conta apenas a história do texto e que as imagens também falam e, a partir daí, a imagem ganhou uma proporção e uma visibilidade muito grande”.
Seromenho lembra que esta “é uma luta que tem sido feita nos últimos anos que é da autoria do livro ser repartida entre o escritor e o ilustrador. Há alguns anos o autor era simplesmente o escritor, o ilustrador era quase como alguém contratado, encomendado para colorir o texto. Hoje temos o nome dos dois na capa e os direitos autorais repartidos entre o ilustrador e o escritor, mas ainda se luta muito por isso. Há um desnivelamento de valores de prémios do escritor e do ilustrador”.

Nesta dupla - escritor e ilustrador - Pedro Seromenho e Paulo Galindro dinamizaram ontem ‘A Hora do Conto’ com a apresentação do livro ‘O Meu Avô Consegue Voar’.
“Quando era menino, achava que o meu avô era um super-herói! Ele descascava uma laranja como se fosse um ninja. Escalava uma falésia como se fosse o homem-aranha. Até me ensinou a ouvir o mar inteiro dentro de um búzio! Mas, agora que sou adulto, já não acho que seja um super-herói. Tenho a certeza que é.” A sinopse do último livro de Pedro Seromenho ‘O meu avô consegue voar!’ que foi apresentado ontem, na Casa dos Crivos, na ‘Hora do Conto’ que contou com a dupla Pedro Seromenho e Paulo Galindro.

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