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Vinho verde: um mundo único...
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Vinho verde: um mundo único...

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Economia

2019-04-15 às 06h00

Paulo Monteiro

As regiões de Verona (Itália) e dos vinhos verdes uniram-se para fazer promoção conjunta dos seus vinhos. As apostas são nos mercados da Dinamarca, França, Alemanha e Portugal. O investimento ronda os 3,4 milhões de euros. Hoje apresentamos mundos únicos onde o ‘verde’ aposta alto e forte...

‘Bem-vindo a um mundo único’ é uma das frases fortes de apresentação dos vinhos verdes pelos quatro cantos do mundo.
De um vinho verde leve, fresco e versátil a um vinho verde complexo e com potencial de guarda, há sempre um vinho verde para qualquer ocasião. Por isso bem-vindo a esta nova realidade de um néctar de excelência que cada vez mais atrai apaixonados por gostos e paladares.
Hoje a realidade é bem diferente e, por isso, as apostas que se fazem estão recheadas de êxitos. Nos últimos dias o ‘CM’ esteve na mesa do júri para eleger os melhores verdes do ano e que vão ser conhecidos na próxima quinta-feira, numa cerimónia a realizar na Alfândega do Porto.

Pelo meio fica uma excelente harmonização de um chef português e de um chef italiano que harmonizaram propostas gastronómicas com vinhos verdes e vini veronesim e que hoje mostramos ao longo destas páginas para deixar crescer água na boca...
Todo este mundo e esta junção luso-italiana graças a uma excelente parceria assinada há pouco tempo.

A Região dos Vinhos Verdes e a Região de Verona, através do consórcio entre a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes e o Consorzio Associazione Vini Veronesi, apresentaram, recentemente, o programa ‘Quality, Authenticity and Heritage of Protected Designation of Origin’, que conta com um investimento de 3,4 milhões de euros a três anos para promoção conjunta nos mercados da Dinamarca, França, Alemanha e Portugal.

Financiado em 80% pela União Europeia, no âmbito dos projectos para acções de informação sobre o regime de qualidade dos produtos com Denominação de Origem Protegida (DOP), o programa dirige-se a profissionais e aos consumidores da geração Millennials, focando a comunicação e activação das DOP em eventos desenhados para promoção da singularidade, qualidade e diversidade dos vinhos em contexto educativo mas também experiencial.
A Região de Verona inclui 12 DOP diferentes, entre as quais Soave, Lugana ou Bardolino, produzidas em cerca de 28 mil hectares de vinha à volta de Verona. São brancos, tintos e espumantes de castas autóctones como Garganega, Corvina, Corvi- none e Rondinella, entre outras, que são muito representativas da qualidade dos vinhos daquela região.

Com gestão a cargo da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, o programa integra visitas às Regiões Demarcadas de Verona e dos Vinhos Verdes, um plano educativo específico para distribuidores e sommeliers, a presença em algumas das principais feiras mundiais de vinhos, entre outras acções destinadas ao público profissional e que estão integradas na estratégia de valorização das DOP envolvidas.
O reconhecimento dos vinhos através do selo de garantia DOP, a influência do território, dos solos, do clima e o know-how local, o valor acrescido pelas castas autóctones e a originalidade dos vinhos DOP como resultado único do uso de recursos e condições naturais locais são os princiais objectivos do projecto.

A cooperação e comunicação conjunta de duas importantes regiões produtoras europeias - vinho verde e vini veronesi - resulta em sinergias muito claras com um impacto esperado na comunicação integrada da imagem dos vinhos europeus, reforçando a imagem da marca europeia associada à diversidade e qualidade de produção.
Para Manuel Pinheiro, presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, “é um desafio fantástico que os vinhos verdesestejam a desenvolver este projecto com uma prestigiada região italiana. Esta oportunidade sublinha a credibilidade do nosso trabalho de promoção. Muito claramente, é para nós um passo de gigante na afirmação mundial dos vinhos verdes como uma grande região vinícola”, refere.

Vinho verde e vini veronesi: uma harmonização perfeita...

Os chefs Cláudio Policarpo e Gaetano Barone juntaram-se nas instalações da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, no Porto, e produziram ‘milagres’...
Do lado português, Cláudio Policarpo harmonizou na perfeição a gastronomia portuguesa com vini veronesi. Excelentes uniões. A sua gastronomia já é sobejamente conhecida mas proporcionou toques de classe numa junção única com os néctares italianos. O mesmo se pode dizer do chef Gaetano Barone que harmonizou a gastronomia italiana com os vinhos verdes. Por isso, espalhados por duas páginas deixo ao leitor esses casamentos perfeitos luso-italianos. Quem esteve presente expressou elogios e lágrimas de... ‘chorar por mais’.

Por isso a aposta está ganha. A região de Verona e ia região dos vinhos verdes estão bem e juntos promovem o que têm de melhor. É a verdadeira união. E é desta união que Manuel Pinheiro, agora recém reeleito para mais um mandato na presidência da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes fala: “estas novas campanhas são muito importantes e aproveitamos o desafio que a União Europeia nos fez que foi o de fazermos candidaturas em conjunto”. Candidaturas essas que ganham mais peso e que têm por objectivo promover a Denominação de Origem Controlada (DOC) na UE. “Um passo de gigante para crescer em valor”, refere Manuel Pinheiro.
Para além desta promoção conjunta, foi apresentada a nova campanha de promoção da marca vinho verde para o mercado nacional: com um posicionamento que remete para vinhos de gama Premium – mais estruturados, mais encorpados, mais complexos e com potencial de guarda – a nova campanha assinada pela agência 5002 assume que “não há só um Verde. Há vários tons de Verde”.

O objectivo é inscrever o Vinho Verde no topo das preferências dos consumidores nacionais, contribuindo para o desenvolvimento das capacidades individuais de degustação do produto. Um leque alargado de escolhas permite harmonizar com propostas gastronómicas variadas ao longo das diferentes estações do ano, sublinhando uma denominação de origem que se expressa em vinhos com diferentes perfis e orientados para diferentes momentos de consumo. A marca vinho verde, associada à leveza e frescura dos vinhos da região, evolui agora para uma comunicação que reflecte a evolução enológica e o aparecimento de diferentes perfis de vinhos e o potencial de envelhecimento ainda por explorar.
“Há um Vinho Verde que fica bem com cada prato, momento ou estação, numa clara afirmação de qualidade e de versatilidade mas também numa aposta mais vincada nas diferentes expressões do Vinho Verde nos diferentes momentos”, destaca Carla Cunha, Directora de Marketing da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.

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