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Vila do Conde: Agricultores querem mecanismos que regulem o preço do leite
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Vila do Conde: Agricultores querem mecanismos que regulem o preço do leite

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Vale do Ave

2010-11-27 às 13h00

Lusa Lusa

Os agricultores querem que o Governo crie mecanismos que regulem o preço do leite vendido pelo produtor à indústria de lacticínios.

O repto foi lançado ontem pelo presidente da Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP) que lamenta que o preço do leite só suba “depois de a classe fazer manifestações de rua”.

Carlos Neves, que falava à margem de uma conferência subordinada à agricultura, organizada pelo PSD de Vila do Conde, apela à necessidade de o setor “evoluir” através da criação de mecanismos que estabeleçam um preço de referência para este produto.

Ou seja, a verba paga pela indústria aos produtores tem que aumentar na medida em que sobem os custos com a produção”, especificou.

Carlos Neves aproveitou para realçar o peso da agricultura em Portugal, mais concretamente em Vila do Conde, onde há “350 produtores de leite, dos quais dependem o mesmo número de famílias”.

Só a Cooperativa Agrícola de Vila do Conde, que entrega, todos os meses, “cerca de três milhões de euros aos agricultores, emprega cerca de 100 funcionários'.

Já as unidades fabris, Agros e Lactogal, no seu conjunto, têm no concelho cerca de 600 operários”, apontou ainda Carlos Neves.

Números que provam que este “é um setor económico muito importante”, alega o presidente da APROLEP ao mesmo tempo que defende que “o Governo pode fazer mais”, mas, muitas das soluções, passam pelos próprios produtores.

“Temos que trabalhar, de forma a valorizarmos o nosso produto e promovermos a nossa imagem”, porque a agricultura “é uma área competitiva e viável”, frisou.

Uma das ideias defendidas pelos agricultores locais é a abertura das explorações às escolas e restante comunidade.

Só deste modo, “as pessoas podem tomar consciência que “o leite sai da vaca e não do pacote e que por detrás deste produto, que faz parte do dia a dia de todos nós, há um agricultor e uma cadeia de gente que movimentam a economia portuguesa”, explicou Carlos Neves.

Tendo em conta que “a indústria dos lacticínios fez, há pouco tempo, um acerto ligeiro no preço a que compra o leite”, a possível falência do setor “está, para já, adiada”, mas, produzir leite tem que dar a “garantia que podemos viver com dignidade”, disse ainda.

Assim sendo, os produtores só acreditam que vão conseguir “respirar de alívio quando a industria lhes pagar mais quatro ou cinco cêntimos por litro de leite”, ou seja, 40 cêntimos, conclui o também produtor.

Carlos Neves aproveita para voltar a apelar aos consumidores portugueses para que “optarem pela compra de leite nacional”, que é produzido por um sector, do qual dependem mais de 100 mil pessoas.

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

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