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Viana: Recuperação do património deve ter programas de financiamento comunitário próprios

Alto Minho

2020-09-26 às 09h00

Miguel Viana Miguel Viana

Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo aproveitou as I Jornadas do Património para solicitar ao Governo a criação de linhas de financiamento destinadas exclusivamente à recuperação do património.

“Hà necessidade do próximo quadro comunitário de apoio incluir uma linha específica para a recuperação de edifícios”. O pedido foi feito ontem, pelo presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, na sessão de encerramento das I Jornadas do Património.
José Maria Costa considerou que “o Alto Minho é das regiões que tem o maior número de monumentos nacionais e é preciso que no novo Quadro Comunitário de Apoio haja uma reserva no envelope financeiro, porque estes projectos de conservação do património não se coadunam, muitas vezes, com os prazos de abertura dos avisos porque necessitam de estudos, de levantamentos, de conhecimento de técnicas e tecnologias utilizadas para se fazer a conservação.” Nesse sentido, o autarca vianense apelou ao Governo para que haja um quadro temático para a cultura.
Na sessão de encerramento, o autarca vianense elencou algumas das várias intervenções feitas pelo município nos vários monumentos do concelho, quer se trate de património público ou privado.
“Temos apoiado muitas operações de conservação de igrejas, de pinturas de altares, de coberturas. Temos cooperado com o Ministério da Cultura em monumentos como a Citânia de Santa Luzia, na conservação da fachada do Convento de S. Domingos e na conservação da Igreja de Santo António. É um conjunto muito vasto de património que temos vindo a reabilitar, mas há ainda muito mais para reabilitar”, frisou José Maria Costa.
O director regional da Cultura do Norte, António Fonte, explicou, em relação aos quadros comunitários de apoio para a cultura que “tem que ser feita a conjugação de interesses para regulamentar os apoios para a cultura de acordo com as necessidades de cada área” e que há que ter em conta que “um projecto de reconstruççao de um monumento demora, em média um ano”, implicando uma série de acções preparatórias. Ainda assim, mostrou-se disponível ajudar na criação das linhas de apoio.
António Fonte destacou que “o grande desafio das jornadas é transportar para a sociedade a questão da patrimonialização. A classificação do património deve partir do reconhecimento da comunidade.”
O director regional da Cultura do Norte apelou ainda a um maior envolvimento das instituições de ensino superior, como o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, na valorização do emprego científico qualificado na área do património.
As I Jornadas do Património de Viana do Castelo tiveram como tema ‘Património, Educação’ e incluiram sessões sobre intervenções na Citânia de Santa Luzia, na fachada do Convento de S. Domingos e apresentação da revista ‘Haerentia: Estudos Monográficos de Património’. Hoje de manhã, os participantes visitam o Centro de Interpretação do Castro do Vieito.

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