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Alto Minho

2018-11-20 às 06h00

Redacção

Porta dos Descobrimentos do projecto ‘Alto Minho 4D-Viagem no Tempo’ foi apresentado em Viana do Castelo. A cidade portuária recuou 500 anos no tempo para recordar os tempos em que foi a porta para mundo.

Há 500 anos, Viana do Castelo foi a porta do Alto Minho para o mundo, graças ao seu porto de mar, que muito influenciou o desenvolvimento da região. A cidade portuária recuou no tempo para apresentar a Porta dos Descobrimentos do projecto ‘Alto Minho 4D-Viagem no Tempo’.
Uma viagem que fez recuar ao século XVI, em pleno período áureo de Viana, no qual, segundo a arquitecta Margarida Valla, “Viana do Castelo vive uma revolução urbana, graças à importância do seu porto de mar e ao investimento de D. Manuel na qualificação e expansão da própria vila”. Com esta expansão urbana, explicou a investigadora, “a praça central de Viana passou do Largo da Sé para o Campo do Forno, o terreiro onde se realizava as feiras”. Mais tarde, aí se instala uma fonte, a Misericórdia e a Câmara que marcam até aos dias de hoje o espaço urbano de Viana do Castelo.
Também o investigador António Matos Reis, na conferência ‘Dos Descobrimentos’, que decorreu na Biblioteca Municipal, afirmou que a “expansão urbana de Viana foi impulsionada pelos Descobrimentos”, uma época que marcou profundamente a história desta localidade e do país, em geral. “Este foi um período marcado pela prosperidade, resultante dos Descobrimentos, que levou à construção de uma série de edifícios e obras, que marcam essa época”. No Alto Minho, os concelhos mais beneficiados por esta prosperidade foram Viana do Castelo, Caminha, Arcos de Valdevez e Ponte de Lima. Aliás, segundo Matos Reis, “a maior presença da arte manuelina em Viana do Castelo e Caminha está directamente ligada à existência de portos de mar, através dos quais afluíam as riquezas provenientes da expansão portuguesa”. Além disso, a região beneficia da fronteira terrestre e da vinda de artistas do estrangeiro, nomeadamente de Espanha, que entram no nosso país pelo Norte.
Esta viagem no tempo insere-se no projecto da CIM Alto Minho ‘Alto Minho 4D - Viagem no Tempo’, que irá criar 10 rotas cronológicas, desde o megalitismo e arte rupestre até ao contemporâneo. Um trabalho em rede que segundo a vereadora da Cultura de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro, “só é possível através da união de esforços, que a CIM Alto Minho tem sabido proporcionar”. Para a responsável autárquica, a diversidade dos municípios do Alto Minho é enorme: “O que nós temos aqui em Viana não é igual ao que têm os concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Monção ou Melgaço; mas tudo isto faz parte de uma realidade única”. Maria José Guerreiro não tem dúvidas que o Alto Minho oferece aos turistas “uma riqueza e uma diversidade cultural, mais do que qualquer outra região do país”. E exemplifica com este projecto: “Nós podemos oferecer viagens no tempo, desde os castros até à modernidade. Dentro da nossa diversidade, acabamos por constituir uma unidade muito interessante para quem nos visita”, conclui.
A porta física desta viagem estará pronta até ao final do próximo ano e a de Viana ficará instalada em pleno centro histórico, no edifício do antigo hospital.

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