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Verão no Campus ‘internacional’ já arrancou
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Verão no Campus ‘internacional’ já arrancou

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Verão no Campus ‘internacional’ já arrancou

Ensino

2019-07-23 às 06h00

Redacção Redacção

Arrancou ontem e prolonga-se até à próxima sexta-feira, a edição deste ano do Verão no Campus. Universidade do Minho recebe 351 estudantes de vários países, que vão participar em várias actividades em Braga e em Guimarães.

Alemanha, Brasil, Espanha e, naturalmente, Portugal. Arrancou com várias nacionalidades representadas e muita energia positiva mais uma edição do Verão no Campus. A Universidade do Minho (UMinho) acolhe ao longo desta semana mais de 350 jovens que chegaram à procura de uma experiência enriquecedora naquela que é a universidade que desejam para o seu futuro.
As primeiras horas são sempre de nervosismo. Pelas primeiras informações que recebem, pelos primeiros cumprimentos que dão, pelas primeiras perguntas que respondem e pelo primeiro contacto real com o interior da UMinho.
O tempo vai passando e soltam-se os sorrisos, ganha-se confiança e, aí sim, está tudo pronto para o arranque. Assim foi o que aconteceu na manhã desta segunda-feira onde, nos campi de Gualtar, Braga, e Azurém, Guimarães, os jovens estudantes do 10º, 11º e 12º anos foram recebidos.

Manuel João Costa, pró-reitor para os Assuntos Estudantis e Inovação Pedagógica da Universidade do Minho, foi a voz institucional que marcou presença no arranque oficial da actividade e sublinhou o facto de existirem, nesta edição de 2019, “muitas actividades lotadas e com o triplo dos inscritos em relação ao número de vagas colocadas à disposição”.
O responsável da academia minhota mostrou-se por isso “satisfeito” com o número de estudantes que estão a participar na edição deste ano do Verão no Campus, frisando que a “a UMinho está a atingir o público-alvo identificado, de uma forma significativa”.

Pró-reitor quer alunos mais inquisitivos

O pró-reitor da Universidade do Minho (UMinho), Manuel João Costa, afirmou ontem que “a maior parte dos alunos não se conhece” ao chegar ao Verão no Campus e que os mesmos estão a entrar pela primeira vez na UMinho.
“Temos de proporcionar uma partilha de espaços que os vai levar a conhecer as dúvidas uns dos outros para que encontrem mais certezas sobre o caminho que pretendem seguir no futuro”, referiu Manuel João Costa, que destacou igualmente a necessidade de, ao longo da semana, “se mostrar actividades de qualidade, onde os alunos possam perceber a filosofia da UMinho”.
O responsável, que falava ontem aos estudantes na sessão de abertura da edição deste ano da actividade, considerou que é importante “não se mostrar apenas o que se passa dentro de uma sala de aula”, mas também dar a conhecer “as muitas actividades e vivências que acontecem fora da sala da aula e que ajudam a formar a personalidade de um estudante que se quer inquisitivo”.

“O Verão no Campus proporciona momentos em que os alunos colocam as “mãos na massa”, mas queremos que eles façam perguntas e percebam que a universidade, para além de ser um lugar onde são leccionados cursos, é também um lugar de fazer perguntas e cada vez melhores perguntas”, afirmou ainda aquele responsável da academia minhota.
Na edição de 2019 do Verão no Campus, apesar de existirem mais vagas em áreas relacionadas com as ciências, “as ciências sociais estão a registar um crescimento significativo”, assume o pró-reitor Manuel João Costa que acredita que este paradigma “reflecte mudança dos tempos”.

Da Galiza para o Minho com a arqueologia como sonho

Chama-se Dana Sánchez Méndez e chegou à Universidade do Minho (UMinho) proveniente da vizinha Espanha, mais concretamente de Padrón, um município da província de Corunha, na Galiza. Mostrou-se entusiasmada com a sua chegada a Braga, cidade onde vai poder experimentar uma área há muito desejada, a arqueologia.
A jovem irá integrar a actividade “Braga nos arquivos da terra” - da responsabilidade do Instituto de Ciências Sociais - que vai decorrer no Alto da Cividade e que pretende promover um rol de experiências práticas de iniciação à arqueologia e investigação histórica.

Mas como foi parar a Braga esta jovem estudante? Dana Méndez “responsabiliza” um arqueólogo de Santiago de Compostela que lhe apresentou várias actividades relacionadas com esta temática.
A estudante não teve dúvidas em escolher a que lhe pareceu “mais entusiasmante” e fez as malas para partir em direcção à UMinho.
A estudante, apaixonada por arqueologia, disse que sempre a fascinou “a parte prática”, daí que tenha interesse em ir para o terreno e “fazer escavação”. “Em Espanha valoriza-se um pouco mais a componente teórica e venho para a UMinho procurar a vertente mais prática. Estou desejosa por começar”, reiterou Dana Méndez que chegou acompanhada dos pais, mas que depressa se integrou com os colegas de actividade e partiu para uma semana que pretende que se torne inesquecível.

A estudante pretende, após esta semana, voltar à UMinho até porque a opção de ir para a Escócia estudar esta Arqueologia no ensino superior já foi “ultrapassada” pela academia minhota. “Parece-me impressionante a forma como dão enfoque à componente da investigação e gostava de trabalhar nesse âmbito aqui em Portugal e na UMinho”, concluiu.

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