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Alto Minho

2017-03-18 às 16h06

Miguel Viana

OBRA está avaliada em 23 milhões de euros (troço entre Viana do Castelo e Valença) e vai facilitar a circulação de pessoas e bens entre Vigo (na Galiza) e o Porto.

A Linha do Minho deverá estar electrificada, na sua totalidade, até 2019. A Empreitada para Electrificação do Troço da Linha do Minho entre Viana do Castelo e Valença. foi apresentada ontem na Estação de Valença, na presença do ministro do Planeamento e das Infra-estuturas, Pedro Marques.
O momento foi considerado de grande importância pelo presidente da Câmara Municipal de Valença. “Depois da chegada do combóio a Valença, no século XIX, este é o momento marcante de ruptura, em termos de tecnologia, que vamos incorporar nesta linha do Minho”, referiu Jorge Mendes.
O autarca valenciano recordou os investimentos feitos na linha do Minho ao longo de mais de 100 anos, em especial a partir de 5 de Julho de 2011, quando se ficou a conhecer que a continuidade da Linha do Minho estava em causa. “Nesse dia demos as mães e pressionamos o Governo da altura, para demonstrar que o problema da rentabilidade não eram as pessoas, eram as condições de transporte.”
Jorge Mendes manifestou ainda o desejo que em breve a linha possa acolher comboios Alfa entre o Porto e Vigo (na Galiza).
O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, considerou que “este é um bom dia para o Minho e para a comunidade ferroviária” na medida em que “com o lançamento desta empreitada completamos aquilo que é a coerência de todo um esforço de modernização da Linha do Minho, aguardada pela região há décadas”.
Uma obra que, entender do governante significa “um ponto de não retorno nas ligações ferroviárias do Noroeste peninsular” e potencia as relações sócio-económicas com a vizinha Galiza. “Com este trabalho as nossas mercadorias poderão chegar mais rapidamente, por exemplo, ao porto de Leixões (Matosinhos), mas as mercadorias podem também chegar mais rapidamente às fábricas da Galiza. Podemos potenciar todo o desenvolvimento do Noroeste peninsular”, destacou Pedro Marques, que considerou que este “é o mais ambicioso plano de investimentos na ferrovia”.
A electrificação da Linha do Minho (entre Viana do Castelo e Valença) está avaliada em cerca de 23 milhões de euros vai implicar a construção de várias estruturas de apoio como a construção de uma catenária ao longo da linha de comboio entre Viana do Castelo e Valença, o alteamento e prolongamento de plataformas de passageiros nas estações e apeadeiros, de estações técnicas em Carreço e Carvalha, o rebaixamento da linha férrea nos túneis de de Seixas (Caminha) e de Gondarém, a estabilização de taludes, construção de sistema de drenagem e a impermeabilização dos túneis de Caminha, Seixas e Gondarém.
O objectivo, explicou Carlos Fernandes, vice presidente da Infra-estruturas de Portugal , “é reduzir o tempo de trajecto, com material circulante mais moderno e com o fim da necessidade de transbordo (na Linha do Minho, entre Valença e Nine circulam apenas comboio a gasóleo). Queremos também facilitar o transporte de mercadorias, com comboios com cerca de 750 metros de extensão. Com esta intervenção triplicaremos a capacidade de transporte de mercadorias, com mais comboios diários entre Viana e a Galiza, e aumentaremos a segurança dos passageiros e comboios”, disse o responsável.

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