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Utentes de lar transferidos para hospital militar do Porto
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Utentes de lar transferidos para hospital militar do Porto

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Utentes de lar transferidos para hospital militar do Porto

Vale do Ave

2020-03-23 às 06h00

Redacção Redacção

Lar ficou sem funcionários devido ao Covid-19. Numa acção concertada entre autarquia. Protecção Civil e as autoridades de saúde os utentes começaram a ser transferidos para o Porto.

Os utentes do lar de Famalicão que no sábado ficou sem funcionários devido à covid-19 vão hoje ser transferidos para o Hospital Militar do Porto, revelou à Lusa fonte oficial da autarquia famalicense.
Em causa estão “32 utentes” o processo começou ainda ontem à noite, estando o transporte entre Famalicão, no distrito de Braga, e o Porto assegurado “por ambulâncias de corporações do concelho [de Famalicão], no caso dos idosos sem mobilidade, e por viaturas militares”, disse a mesma fonte.
A solução para os utentes do lar que ficou sem funcionários depois de os 18 que ali trabalham terem ficado “ou com teste positivo para coronavírus ou em quarentena” foi “concertada entre a Câmara de Famalicão, a Protecção Civil distrital de Braga e as autoridades de saúde”, acrescentou.

Fonte da Câmara de Famalicão esclareceu ainda que é a Proteção Civil Distrital que está a coordenar o transporte entre Cavalões, Famalicão, e aquela unidade hospitalar do Porto, situados a uma distância de cerca de 45 quilómetros e 40 minutos.
No sábado, a proprietária e gerente da Residência Pratinha, Teresa Pedrosa, disse à Lusa que, perante a situação de 18 funcionários daquele equipamento, os 33 utentes estavam a ser acompanhados por ela, a directora técnica, “que está grávida”, e uma enfermeira.
A responsável do lar pedia auxílio para reintegrar os utentes ou arranjar pessoas “para ajudar”.

Segundo Teresa Pedrosa, a Segurança Social disse que, estando em causa “um lar privado, o caso tem de ser tratado com a Saúde Pública”.
“A delegada de saúde disse que temos que ficar com eles, o que é impossível”, afirmou a responsável.
O mais velho dos utentes tem 94 anos e o mais novo 55, “mas tem HIV”. “São pessoas de alto risco”, alertou.
A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) esclareceu ontem que as autoridades determinaram “procedimentos para controlo da pandemia” no lar de Famalicão após informação sobre “caso/s com quadro compatível” de infecção.

Em comunicado, a ARS-N destacou que, “entre outras medidas, foi determinado o isolamento profilático e vigilância activa de todos os utentes e profissionais da instituição, enquanto contactos próximos dos casos identificados” no lar.
De acordo com a ARS-N, “na sequência das medidas determinadas, a instituição estabeleceu articulação com a Câmara local e o diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Braga, no sentido de assegurar os cuidados aos utentes”.

A ministra da Saúde disse ontem que estas instituições devem ter planos de contingência para responder à pandemia.
“Preocupa-nos a circunstância que está a ocorrer concretamente em Famalicão, na medida em que estas instituições, que são instituições privadas ou IPSS, têm de ter um plano de contingência”, que “tinham de ter pensado”, seguindo informações divulgadas “há bastantes dias, para não dizer semanas”, disse Marta Temido.
A governante deu como exemplo a necessidade de haver equipas a trabalhar em turnos ou de haver recursos humanos “de segunda linha” preparados para a possibilidade de serem acionados.

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