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Utentes das Piscinas vão ser sujeitos ao controlo da temperatura
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Utentes das Piscinas vão ser sujeitos ao controlo da temperatura

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Utentes  das Piscinas vão ser sujeitos ao controlo da temperatura

Braga

2020-06-26 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

É uma das regras contempladas no regulamento que define o funcionamento das duas piscinas municipais nesta época balnear. O acesso aos balneários está também proibido e há limite de capacidade nos dois equipamentos.

Os utentes que pretendam frequentar as Piscinas Municipais da Ponte e da Rodovia, que reabrem já no próximo dia 1 de Julho, vão ser sujeitos ao controlo da temperatura à entrada dos equipamentos.
Esta é uma das regras que consta no regulamento que a autarquia elaborou para definir o funcionamento daqueles equipamentos, documento que será divulgado na íntegra a breve prazo. “O documento será divul- gado brevemente para que as pessoas possam estar previamente informadas de quais serão os condicionalismos a que estarão submetidos”, avançou a vereadora Sameiro Araújo ao CM.
A vereadora diz que a temperatura não será registada, servindo apenas de “indicador” de acesso ao equipamento, avançando que será negada a entrada às piscinas a quem apresentar valores anormais, independentemente de estar ou não associada à infecção por Covid.

Além do controlo da temperatura, os utentes terão também de proceder à desinfecção das mãos e do calçado, nesta caso através de um tapete desinfectante.
Não haverá acesso aos balneários e serão os voluntários e funcionários da autarquia ao serviço quem conduzirão os utentes aos respectivos locais através de corredores de circulação que serão definidos.

“Não vamos proceder à marcação de lugares no recinto porque não sabemos se o utente vem sozinhos ou em família”, adianta Sameiro Araújo, explicando que os espaços serão atribuídos de acordo com o número de elementos de cada grupo até atingir uma capacidade máxima prevista para cada equipamento, sendo que na Piscina da Ponte rondará os 190 utentes e na Piscina da Rodovia 480 utentes. A capacidade prevista e a delimitação de lugares tem por objectivo manter o distanciamento necessário entre os utentes. Nesse sentido, ainda de acordo com a vereadora, não serão permitidos qualquer tipo de jogos. Na hora de ir a banho será aconselhado a todos os utentes a utilização de óculos de água.

Sameiro Araújo adianta que estas regras poderão ser “reajustadas” ao longo da época balnear, de acordo com as necessidades sentidas. “Este é um regulamento que pode estar em constante mutação por normas implementadas pela própria Direcção-Geral de Saúde ou pelo próprio município. Esta é uma situação nova para todos e se tivermos necessidade alargar ou restringir as regras em vigor iremos fazê-lo. Vamos analisando a situação com o decorrer do tempo”, comenta a vereador que se mostra confiante que o processo decorra com a normalidade possível.
Além das piscinas municipais da Ponte e da Rodovia, também as piscinas das freguesias de Sobreposta e de Lamas estarão abertas este ano, sendo as únicas no concelho.

Funcionários terão de usar máscaras ou viseiras, mas não vão ser testados

Os funcionários da autarquia e os voluntários que nesta altura são convocados para reforçar a equipa de vigilância nas piscinas municipais terão de usar máscaras ou viseiras. Ao Correio do Minho, Sameiro Araújo adianta que não está previsto que funcionários e voluntários sejam testados nesta fase para a Covid-19. “Podemos testá-los agora e amanhã contraírem o vírus”, explica a vereadora, acrescentando que câmara vai estar “muito vigilante” a este aspecto, não descartando a hipótese de os testes serem efectuados mais tarde “se tal se mostrar necessário”. Para garantir uma maior atenção e vigilância no recinto durante toda a época balnear a autarquia vai proceder ao reforço da equipa que estará ao serviços nos dois equipamentos.

“Os nossos técnicos das actividades desportivas- que nesta altura estão inactivas - vão ser alocados nas piscinas municipais com o objectivo de reforçar a vigilância”, garante a vereadora. Na próxima segunda-feira todos os funcionários afectos a estes equipamentos - incluindo os das piscinas das freguesias de Sobreposta e Lamas - participarão numa acção de formação ministrada pela autarquia em parceria com o ACES de Braga. “A função destes funcionários será, sobretudo, a de garantir que todos as regras estão a ser cumpridas, nomeadamente a distância recomendada entre os utentes, por forma a que não se juntem a outros grupos”.

Piscinas de Sobreposta e Lamas serão as únicas de portas abertas nas freguesias

As piscinas das freguesias de Sobreposta e Lamas serão as únicas a abrir portas este Verão.
Esta não foi uma decisão fácil para os autarcas que estão em contraciclo com a esmagadora maioria dos presidentes de junta que decidiram não abrir os seus equipamentos, alegando não só questões de saúde pública, mas também razões económicas.
Apesar de estar já em curso a abertura dos espaços, os presidentes de junta das duas freguesias adiantam que o funcionamento dos equipamentos ficará dependente do cumprimento das regras que serão estabelecidas para o seu usufruto, garantindo que tomarão a decisão de fechar os espaços se tal for necessário.

As regras de funcionamento estarão em linhas com o regulamento adoptado para as piscinas municipais. A temperatura dos utentes também será medida à entrada;?está proibido o uso de balneários, proceder-se-à desinfecção das mãos e calçado e foi imposta um limite de utentes.
“No nosso caso o limite é de 200 pessoas, mas vamos colocar menos um pouco, até 170 no máximo”, diz ao CM a presidente da Junta de Sobreposta, Elizabete Silva.
A autarca diz que “não vai ser fácil” gerir o espaço aberto, mas tudo está a ser preparado para que a saúde de utentes e funcionários seja salvaguardada. “Vamos ter regras muito apertadas e as pessoas têm de cumprir. Se tal acontecer manteremos a piscina aberta, se não tomarei a decisão de encerrar”, diz.

A junta de Sobreposta aguarda o envio do regulamento concebido para as piscinas municipais para criar o seu próprio guia de conduta interna. “Vamos expor as regras.?Quem entrar tem de estar consciente de que tem de as cumprir”, continua a autarca.
A piscina de Sobreposta deverá reabrir entre os dias 3 ou 4 de Julho, com horário de funcionamento entre as 10 e as 19 horas, estando a ponderar “o descanso da água para repor os valor do cloro à hora do almoço, altura em que as pessoas não poderão ir à água”, diz Elizabete Silva.
Para já a única decisão que está a ser estudada é a questão da marcação dos lugares no recinto, estando a junta a ponderar a melhor solução já que a definição prévia pode colocar em causa o espaço das famílias que frequentam anualmente esta piscina.

Garantido está o reforço da equipa de vigilância, “já que só para as casas de banho temos de ter praticamente duas pessoas alocadas”, justifica a autarca.
Com data de abertura prevista para 4 de Julho, na piscina de Lamas está tudo pronta para receber os utentes que este ano não deverão ultrapassar os 150.
O modo de funcionamento deverá ser similar à da piscina de Sobreposta, embora neste caso o presidente da junta garanta que há já lugares previstos para as famílias e para quem vá sozinho ao equipamento.
Quanto ao horário de funcionamento, e ao contrário dos anos anteriores, a piscina só estará aberta da parte da tarde, entre as 14 e as 20 horas.

Este ano também não há descontos nos bilhetes como tem sido hábito. Há dois bilhetes únicos: crianças e adultos, sem quaisquer descontos. O objectivo é colmatar a quebra de receitas resultante da limitação de capacidade imposta pelas novas regras.
A equipa de vigilantes “será a mesma do ano passado” até porque a piscina funcionará em meio tempo.
O bar também se manterá aberto.

João Alves confessa que a apreensão é muita e que a decisão de abrir o equipamento não foi unânime. “A minha vontade era de não abrir a piscina, mas os restantes elementos do executivo foram a favor da sua abertura”, esclarece o autarca que a decisão teve em conta ainda o facto de todos os anos se ter de o proceder à manutenção dos equipamentos. “Todos os anos temos de fazer a manutenção da piscina, que é nesta altura. Não abrir é perder dinheiro que perdemos”, argumenta o autarca local.
“Vamos abrir e ver como as coisas se comportam. Se não conseguirmos controlar a situação optaremos por encerrar a piscina”, garante o presidente da Junta de Freguesia de Lamas.

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