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Ensino

2019-05-25 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Agrupamento de Maximinos recebeu ontem o RoadShow com a apresentação de jogos/actividades criados pelos alunos do Mestrado em Design de Produto de Serviços da UMinho. Trabalho surge no âmbito do Serviço Educativo Integrado do município.

Conjunto de cartas, jogos de tabuleiro inclusivos, actividades para estimular os sentidos, mapa táctil da Europa e uma horta comunitária são os cinco jogos/actividades criados pelos alunos do curso de Mestrado de Design de Produto de Serviços da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho (UMinho), que ontem foram apresentados no Agrupamento de Escolas de Maximinos, referência para alunos cegos e de baixa visão. “Estes jogos/actividades são tão inovadores e vão ser muito úteis para os nossos alunos”, assegurou o director do agrupamento, Joaquim Gomes, deixando o desafio para a comercialização destas “propostas excepcionais”.

O Município de Braga, através do Serviço Educativo Integrado (SEI) e das Media Arts, tem promovido uma série de RoadShow Escolar, tendo já promovido parcerias com o Instituto Politécnico de Cávado e do Ave (IPCA), a Universidade do Porto e agora a Universidade do Minho. “O resultado deste projecto não pode ficar só entre as paredes da nossa escola. É muito pouco para a criatividade destes estudantes e para a importância que estes jogos e actividades têm para os alunos cegos e de baixa visão, bem como para os idosos”, apelou o director do agrupamento.
Os alunos de mestrado, continuou aquele responsável, conseguiram “criar e inovar, apresentando projectos muito úteis para os alunos”. E Joaquim Gomes foi mais longe: “somos uma escola inclusiva e este projecto vai totalmente ao encontro da nossa filosofia”.

Para a vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Braga, Lídia Dias, o resultado desta parceria foi “muito interessante”, mostrando que “a arte digital pode perfeitamente casar com soluções para o dia de dia e potenciar um trabalho lúdico, bem como um trabalho em contexto de sala de aula”.
Os jogos e as actividades, assegurou a vereadora, “são uma mais-valia para a escola e para os alunos, facilitando o trabalho dos professores com ferramentas que não tinham até aqui e que foram pensadas por estes alunos, que acabam também por ficar sensibilizados para a inclusão”.

Para a professora responsável pela unidade curricular ‘Projecto 2’ daquele mestrado, Rita Branco, este projecto permitiu “aproximar o design às pessoas, tornando tudo mais participativo”.
Os alunos tiveram oportunidade de visitar a escola, começando com uma aula de sensibilização, onde andaram de olhos vendados e de bengala e participaram ainda num almoço às cegas. “A ideia era os nossos alunos perceberem e identificarem as dificuldades das pessoas cegas e com baixa visão”, justificou a professora responsável, referindo que os jogos são para todos experimentar.

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