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Universidade do Minho com corte de 2,1 ME no orçamento

Braga

2021-10-09 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Conselho Geral analisou ontem proposta do orçamento da Universidade do Minho para 2022. A dotação do Orçamento do Estado sobe, mas as receitas totais descem.

O orçamento da Universidade do Minho para 2022 deverá sofrer um corte de 2,1 milhões de euros face ao corrente ano, de acordo com a proposta revelada ontem em reunião do Conselho Geral.
No próximo ano, a Universidade do Minho terá um total de 163,1 milhões de euros de receitas, prevendo-se um aumento da dependência do Orçamento de Estado.
De acordo com a proposta de orçamento apresentada pelo reitor Rui Vieira de Castro, e pelo administrador Carlos Menezes, a Universidade do Minho receberá do Estado 68,9 milhões de euros, ou seja, cerca de 1,4 milhões acima do orçado para o corrente ano.
O grau de dependência do Orçamento de Estado sobe, assim, de 40,8 para 42,25% do total de receitas, para o que contribui também uma diminuição da receita prevista resultante das actividades de educação e investigação.
A proposta de orçamento da Universidade do Minho aponta, por outro lado, para uma redução da receita proveniente das propinas em cerca de um milhão de euros.
As despesas com pessoal aumentarão 3, 4 milhões em 2022, relativamente a 2021, situação que é justificada com a necessidade de contratação de investigadores e de técnicos superiores.
Dos mais de 120 milhões de euros de gastos com pessoal, apenas cerca de 69 milhões são cobertos pelo Orçamento de Estado, facto que levou ontem o conselheiro Tiago Silva a declarar que, “incompreensivelmente, o Estado não financia uma instituição que é sua”, já que, apesar do regime fundacional, a Universidade do Minho “continua a ser pública”.
Apesar de o Governo ainda não ter fechado o processo de submissão do próximo orçamento da Universidade do Minho, enviando ainda correcções às dotações da administração central, Rui Vieira de Castro lamentou ontem a fórmula de financiamento adoptada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Declarou o reitor que “os 2% adicionais foram entendidos como espaço disponível para a correcção de desequilíbrios reconhecidos por todos. A verdade é que, no final, o que resultou foi a aplicação limitada da fórmula de financiamento, aplicada sobre 0,5 % dos 2% de aumento adicional, o que é manifestamente insuficiente”.
Sustentou Rui Vieira de Castro que o acréscimo de 1,4 milhões de euros nas dotações estatais “é manifestamente insuficiente para repor situações de injustiça na Universidade do Minho”.

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