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Universidade alinha oferta com mercado

Ensino

2021-10-20 às 13h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Universidades devem estreitar ligação ao tecido empresarial para adequar a formação a formação à necessidade do mercado. Devem ainda evoluir para a oferta de formações que complementem competências. Estas foram ideias defendidas na UMinho.

A oferta educativa das universidades, que durante muitos anos foi alicerçada em formação que confere graus de ensino, deverá manter-se como a matriz das instituições de ensino superior. No entanto, as universidades “não podem fechar os olhos” aquilo que são as novas necessidades do mercado, numa lógica de formação ao longo da vida, e devem também apostar nesse nicho de formação de curta duração para diversificar a sua oferta e responder as necessidades do mercado de trabalho.
Esta foi uma das ideias defendidas ontem pelo reitor da Universidade do Minho, durante o painel ‘Cidadãos do futuro’, no âmbito do Star Point Summit, evento que termina hoje, no pavilhão desportivo da UMinho.
Numa painel — contou ainda com o ministro da Tecnologia, Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, o presidente da Fundação José Neves, Carlos Oliveira, e a directora da Education First Portugal, Constança Oliveira e Sousa — o reitor considerou que esse nicho é uma oportunidade para as instituições de ensino tradicionais, uma vez que as plataformas digitais, que cresceram muitos nos últimos anos, também não lhe dão resposta.
Esse nicho de oportunidade surge das competências que são pedidas pelo mercado de trabalho. O trabalhador não tem um, dois ou três anos para voltar à universidade. Assim surgem estas formações mais curtas, especializadas, que apesar de não conferirem grau enriquecem o currículo e as competências dos profissionais.
A UMinho apresentou nesse âmbito uma candidatura ao PRR - Plano de Recuperação e Resiliência. “Em boa hora, o PRR identificou este tipo de modalidades de formação como prioritários para o país. Esta é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada e à qual a UMinho quer responder”, vincou Rui Vieira de Castro, referindo que a UMinho respondeu ao desafio desenvolvendo um programa muito vasto nesse âmbito, envolvendo empregadores de diferente natureza. “O nosso objectivo é dar um contributo transformador”, vincou.
Rui Vieira de Castro referiu ainda que não devem, nem podem ser as universidades por si próprias a desenhar e desenvolver a oferta formativa, avaliando depois o resultado dessa oferta concretizada. Nesse âmbito, realça que a UMinho valoriza as redes de parcerias que lhe permitem conciliar ofertas relevantes, não só no seu desenho, mas também no seu desenvolvimento. “Por isso trazemos pessoas externas à universidade, trazemos as empresas para articularmos com elas a melhor forma de responder às necessidades”, explicou, acrescentando que desse modo se consegue assegurar respostas a “um leque vasto daquilo que é procurado pelos empregadores”.
“Não podemos colocar em causa a formação tradicional, pois é ela que confere a base, mas não podemos ignorar a concorrência que vamos tendo em várias áreas e com a qual, por vezes é difícil competir. Temos de apostar neste nicho de formação”, vincou.
Ainda relativamente à oferta formativa, Rui Vieira de Castro realçou que a procura de cursos é um indicador importante, mas não pode ser o único a regular a oferta de uma instituição. “Se assim fosse, e tendo em conta o último concurso de acesso, a Química seria varrida de um importante conjunto de instituições”, alertou.
Rui Vieira de Castro sintetizou realçando que a UMinho está “atenta às circunstâncias concretas do seu tempo”, mas existe sempre a perspectiva que não pode esquecer de ministrar a formação de base.
Com a sua intervenção, o reitor acabou também por responder a algumas questões colocadas pelo moderador do debate, o director-geral do Grupo Casais. António Carlos Rodrigues salientou a importância de estreitar a ligação entre a universidade e as empresas para que a instituição de ensino adequado a sua formação às necessidades do mercado.
Neste painel interveio ainda Carlos Oliveira que apresentou aos alunos a plataforma Brighter Future, da Fundação José Neves, uma ferramenta que disponibiliza a radiografia do país com dados sobre sobre emprego, educação e competências.
Carlos Oliveira defendeu a necessidade de “educar para potenciar o emprego”, pelo que “é importante direccionar a educação para responder às necessidades enquanto indivíduos, mas também ao mercado de trabalho que procura cada vez mais talento nas universidades”.
Aos alunos presentes, o responsável pela Fundação José Neves alertou ainda que um curso universitário é apenas o início de um percurso formativo que se vai manter ao longo da vida, uma vez que o conhecimento evolui cada vez mais rapidamente e com isso as necessidades do tecido empresarial.

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