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UMinho retarda deterioração de frutos

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UMinho retarda deterioração de frutos

Ensino

2022-01-26 às 08h03

Redacção Redacção

Estudo mostra que “pode ser possível” mitigar o aparecimento de doenças e/ou retardar o apodrecimento em maçãs, peras e tomate cherry.

Citação

Uma equipa da Escola de Ciências da Universidade do Minho está a estudar uma forma de retardar a contaminação microbiana e o amadurecimento pós-colheita da fruta, com recurso a uma resina biológica criada pelas abelhas. “Os resultados são promissores”, realça a academia minhota, em comunicado.
O estudo mostra que pode ser possível mitigar o aparecimento de doenças e/ou retardar o apodrecimento microbiano em maçãs, peras e tomates cherry, mas também a degradação natural durante o seu armazenamento e comercialização com recurso a este produto biológico.

No caso de doenças dos frutos causadas por microrganismos fitopatogénicos, este processo de retardação pode passar por pulverizar as árvores, mas os cientistas também testaram soluções à base de própolis após a colheita dos frutos. “Com isto, observou-se uma redução no avanço dos focos de infecção induzida”, explica a UMinho.
Em Portugal, o estudo sobre as potencialidades do própolis na área agro-alimentar é limitado. Por isso, “esta investigação representa um importante passo para a sua valorização no sector”, desde logo fazendo chegar esta informação a apicultores e agricultores.

“Apesar do interesse crescente por produtos naturais, as propriedades de outros produtos da colmeia são relativamente desconhecidas dos apicultores portugueses, o que faz com que o própolis tenha sido pouco valorizado no nosso país. Por outro lado, os requisitos de qualidade apertados e quantidades elevadas requisitadas pela indústria farmacêutica podem desmotivar os apicultores dada a estimativa de produção: 500g de própolis por colmeia e por ano”, explicam as investigadoras.

Além disso, a utilização do própolis apresenta algumas vantagens para a biodiversidade e para o ambiente, uma vez que pode levar à diminuição do uso de pesticidas e fungicidas, mas também pode representar um avanço contra o desperdício alimentar.
A condução deste estudo ficou a cargo de Cristina Almeida Aguiar, Ana Cunha, Leonor Tunes Pereira, Ana Beatriz Carneiro e Lucas Falcão Peixoto, investigadores do Centro de Bio- logia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da UMinho.

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