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UMinho quer Hospital de Braga com estatuto de hospital universitário
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UMinho quer Hospital de Braga com estatuto de hospital universitário

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UMinho quer Hospital de Braga  com estatuto de hospital universitário

Ensino

2020-10-09 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Escola de Medicina celebrou o seu 20.º aniversário e renovou a pretensão de ver atribuído ao Hospital de Braga o estatuto de hospital universitário. Em dia de festa celebrou-se um projecto que mudou o paradigma do ensino médico em Portugal.

A UMinho quer que o hospital de Braga seja reconhecido com o estatuto de hospital universitário. A pretensão foi manifestada pelo presidente da Escola de Medicina que ontem celebrou o seu 20.º aniversário numa cerimónia onde se agraciou os recém-graduados, se premiou investigadores, docentes e estudantes e se reconheceu o papel dos obreiros que estiveram na génese da escola e do seu caminho de consolidação.
Nuno Sousa, que foi empossado pelo reitor para um novo mandato, referiu que apesar do reconhecimento, o Centro Académico é o único no país que não tem reconhecido um hospital universitário. “Porquê? Ninguém sabe ou ninguém quer dizer, mesmo quando se pergunta insistentemente”, referiu o presidente da Escola de Medicina, um projecto que, segundo o dirigente, “mudou a UMinho e o país na perspectiva da educação médica”.

Sendo o maior pressuposto da criação do curso de Medicina da UMinho mudar o paradigma do ensino médico em Portugal, Nuno Sousa diz que o objectivo foi cumprido. “Quando se olha para os currículos das várias escolas médicas portuguesas vê-se e sente-se UMinho”, continua o dirigente, enfatizando o novo currículo - o MinhoMD - que entrou em vigor no presente ano lectivo a pensar nos médicos de 2050, dotados de novas competências em áreas distintas e complementares. “Estamos convictos que deverá ocorrer uma mudança profunda na forma de preparar os médicos do futuro”, diz o dirigente ainda a propósito do MinhoMD, “pináculo de uma modelo educacional transformativo que espero que se dissemine e ultrapasse as barreiras da graduação em medicina”.

Aos recém-graduados, refere que “estão preparados para serem os médicos que o país precisa”, sem, no entanto, deixar de lembrar que em Novembro “um terço não terá acesso ao internato médico”, numa clara crítica à falta de abertura de vagas de acesso a este internato. “Abriu-se uma ‘Caixa de Pandora’ que só vai agravar este cenário”, admitiu o dirigente perante as políticas da tutela.
Nuno Sousa falou também do trabalho de investigação desenvolvido e da resposta que a instituição soube dar à crise pandémica, onde sobressaiu clara- mente o Centro de Medicina P5, projecto que tem sido fortemente ampliado a nível regional e nacional. “Soubemos responder com responsabilidade”, disse Nuno Sousa, elencando os vários serviços prestados à população e os vários projectos desenvolvidos neste âmbito.

Este foi um papel sublinhado também pelo reitor que considerou a resposta dada pela UMinho, e de forma particular pela Escola de Medicina, “um exemplo de responsabilidade social”.
“A?escola teve um papel que nos orgulha e nos engrandece”, disse Rui Vieira de Castro que não deixou passar em claro a aspiração e interrogação do presidente da escola sobre a atribuição do estatuto de hospital universitário ao Hospital de Braga. O reitor referiu que apesar de ter já sido “argumentadamente solicitado não foi, ainda, conseguido, quando em variados indicadores o Hospital de Braga se compara, e muito bem, com outros a quem o título foi atribuído”.
“No meio de incomprensões e desatenções fica uma certeza: a da qualidade do projecto que construímos”, continuou Rui?Vieira de Castro que falou ainda do modelo de gestão e financiamento aspirado para a UMinho.

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