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UMinho quer as cidades mais amigas dos peões

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Ensino

2018-03-13 às 07h52

Redacção

Novo projecto visa o desenvolvimento de um modelo capaz de avaliar e optimizar as condições para andar a pé em cidades europeias.

Melhorar a circulação dos peões nas principais cidades europeias foi o que levou um grupo de investigadores da Universidade do Minho a desenvolverem um projecto, Smart Pedestrian Net - Smart Cities are Walkable, que visa o desenvolvimento de um modelo capaz de avaliar e optimizar as condições para andar a pé em cidades europeias.
Este modelo pioneiro vai orientar as metrópoles para as pessoas, colocando o modo pedonal como uma dimensão fundamental das cidades inteligentes e inclusivas, explica o coordenador Rui Ramos, do Centro de Território, Ambiente e Construção (CTAC) da UMinho.

Esta tecnologia, que promete revolucionar o modo como nos deslocamos nos espaços urbanos, considerando critérios como a preferência e a segurança dos transeuntes, vai ser testada no Porto e em Bolonha, na Itália, podendo ser implementada mais tarde noutras cidades do mundo.
O sistema será avaliado numa primeira fase em duas cidades-piloto, com o objectivo de direccionar as suas políticas de planeamento urbanas e de transportes.

O estudo implica ainda a avaliação das condições oferecidas por estes espaços aos peões e a auscultação do custo e dos benefícios da promoção do modo pedonal. Os investigadores do projecto defendem que apostar neste tipo de deslocação é essencial para se tornar a mobilidade mais sustentável, para se incutirem estilos de vida mais saudáveis e para se melhorar a qualidade do ambiente urbano.
As cidades enfrentam crescentes desafios de mobilidade devido à forte dependência dos automóveis. O tráfego motorizado é uma importante fonte de poluição atmosférica e sonora nas cidades.

Na União Europeia representa 40% das emissões de CO2 e até 70% dos outros poluentes. O conceito de mobilidade sustentável está focado em mudar este padrão para formas não motorizadas e mais sustentáveis. Caminhar, por exemplo, é um modo suave e activo que favorece a saúde, além de reduzir o congestionamento do tráfego e a poluição atmosférica.
Além da UMinho, o projecto envolve a Universidade de Bolonha, a Universidade Europeia de Chipre e a Associação para o Desenvolvimento Sustentável e Inovador em Economia, Ambiente e Sociedade (Áustria).
Foi aprovado pela Cofund Smart Urban Futures no âmbito da Joint Programming Initiative Urban Europe, um programa lançado pela Comissão Europeia, e conta com um financiamento de cerca de um milhão de euros até 2020.

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