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UMinho premiada por jogo interativo com quadros de Mondrian
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UMinho premiada por jogo interativo com quadros de Mondrian

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UMinho premiada por jogo interativo com quadros de Mondrian

Braga

2013-10-01 às 19h11

Redacção Redacção

Um videojogo da Universidade do Minho, que torna os quadros do pintor Piet Mondrian em autênticos labirintos interativos, venceu o prémio de melhor “Work in Progress Paper” da Conferência VideoJogos 2013. O projeto, que está a ser ultimado, envolve a interação entre duas pessoas e pode vir a ter impacto em espaços públicos e culturais, como os museus.

Um videojogo da Universidade do Minho, que torna os quadros do pintor Piet Mondrian em autênticos labirintos interativos, venceu o prémio de melhor “Work in Progress Paper” da Conferência VideoJogos 2013. O projeto, que está a ser ultimado, envolve a interação entre duas pessoas e pode vir a ter impacto em espaços públicos e culturais, como os museus.
 
O trabalho está a ser desenvolvido pelos alunos do mestrado em Tecnologia e Arte Digital Ana Carina Figueiredo, Marco Heleno e Teresa Abreu, em conjunto com os professores Pedro Branco e Nelson Zagalo. Esta equipa trabalha no laboratório engageLab, do Centro Algoritmi e do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da UMinho.
 
“MonMazes” coloca lado a lado dois jogadores encarregues de conduzir uma esfera até à saída de cada quadro de Mondrian, aplicando-lhes rotação através do simples movimento de levantar e sentar em bancos sensorizados. Os quadros têm algumas particularidades gráficas para dificultar o trajeto da esfera entre as linhas da tela. “Imaginem isto num museu, cheio de crianças em visita. Geraria imediatamente um momento de enorme ludicidade, contribuindo para melhorar todo o envolvimento dos mais novos com a arte”, sugere o professor Nelson Zagalo.
 
A escolha do pintor holandês Mondrian (1872-1944) deve-se ao facto de a sua corrente de neoplasticismo, na busca pela harmonia através do uso de linhas simples, ter muito em comum com o jogo do labirinto. “Baseámo-nos nas suas obras originais, reproduzindo-as tridimensionalmente e adaptando-as de forma a permitir o movimento da esfera, mas respeitando as cores e a geometria base”, descreve a investigadora Ana Carina Figueiredo, que em 2012 já tinha vencido com Teresa Abreu o prémio internacional “Semibreve Award”. Os autores acrescentam que 'o processo de desenvolvimento do jogo foi orientado para valorizar a interdependência entre utilizadores que partilham um objetivo comum e para estimular a interação social'.
 
A Conferência VideoJogos é o encontro anual da Sociedade Portuguesa de Ciências dos Videojogos e visa promover a cultura científica, a investigação e a indústria de videojogos em Portugal. A edição deste ano, sob o tema 'Arte em Jogo', juntou em Coimbra algumas centenas de investigadores e profissionais da área para a divulgação de trabalhos e troca de experiências entre a comunidade académica e a indústria, em articulação com o espaço lusófono.

*** Nota da Uminho ***

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