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UMinho: ‘Ranking’ das escolas tem consequências sérias
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UMinho: ‘Ranking’ das escolas tem consequências sérias

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UMinho: ‘Ranking’ das escolas tem consequências sérias

Ensino

2010-10-24 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

O colóquio ‘A Educação na República’ provocou o debate sobre questões actuais do sistema de ensino. José Madureira Pinto alertou para “a instrumentalização das agendas educativas”.

O sociólogo José Madureira Pinto afirmou ontem que os ‘rankings’ “são um péssimo indicador do que é a actividade das escolas’, já que “não têm em conta as características dos seus públicos’. O investigador da Universidade do Porto interveio no último painel do colóquio ‘A Educação na República’, que durante os dois últimos dias decorreu na Universidade do Minho.
Numa comunicação intitulada ‘Que futuro(s) para a escola democrática?’, Madureira Pinto apontou “a mediatização e a instrumentalização das agendas educativas” como um dos constrangimentos com que se debate, actualmente, a Escola portuguesa.
Aquele especialista entende que a divulgação dos ‘rankings’ das escolas “teve consequências sérias” ao nível da acção de professores que, preocupados com a melhoria dos resultados, abandonaram, por exemplo, conteúdos como a educação para a cidadania.
No futuro “a Escola deve ser o pilar de uma sociedade de informação democrática”, defendeu, por outro lado, José Madureira Pinto.
O professor catedrático do Grupo de Ciências Sociais da Faculdade de Economia do Porto sugeriu que “as empresas têm de ser um parceiro no processo educativo. Vão ter de entrar na definição da agenda educativa”.
Madureira Pinto constatou que “os professores são o ausente na definição das políticas educativas”, já que “discutem mais consigo próprios do que com os outros”.
“Os professores não podem continuar fechados nas suas escolas”, adiantou.
Rui Canário foi outro dos participantes no painel de encerramento do colóquio ‘A Educação na República’.
Na comunicação sobre ‘Educação, Participação e Movimentos Sociais’ realçou a importância do movimento associativo popular surgido no século XIX para o incremento cultural e a auto-educação das classes trabalhadoras.
Aquele investigador contrapôs esse movimento associativo, que se desenvolveu sobretudo em Lisboa e nos concelhos de Almada e Seixal, ao actual terceiro sector, mais virado para iniciativas sociais induzidas e nas quais a captação de recursos passou a ser preocupação central.

A defesa da escola pública

No final dos trabalhos do colóquio ‘A Educação na República’, Manuel Sarmento, docente e investigador do Instituto da Educação da Universidade do Minho, entidade organizadora, concluiu que “há dilemas e contradições que têm de ser moderadas no campo da defesa da Escola pública, no campo da investigação, no campo dos movimentos sociais e associações populares”.
Manuel Sarmento acrescentou que, “ao longo de vários painéis esteve frequentes vezes presente a relação de similitude entre os tempos do princípio do século XX e os de hoje, num quadro de constrangimentos impostos por uma crise profunda que afecta o espaço público”.
No último painel, a investigadora da Universidade de Aveiro, Isabel Alarcão, teve oportunidade de defender a “valorização do papel social da investigação educacional, considerando-a como um bem público”.

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