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UMinho lidera projecto de 5 ME para a investigação microbiana

Ensino

2020-02-12 às 10h29

Redacção Redacção

Objectivo é garantir acesso a um portefólio de meio milhão de microorganismos e a sua informação associada, além de serviços especializados, acções de educação e formação profissional.

A UMinho, enquanto sede europeia da Infraestrutura de Investigação de Recursos Microbianos (MIRRI), viu aprovado um projecto de cinco milhões de euros para consolidar e alargar a sua missão ao serviço das ciências biológicas e da bioindústria.
O financiamento provém do Programa Horizonte 2020, da Comissão Europeia.
O objectivo é garantir o acesso a um portefólio de meio milhão de microrganismos e sua informação associada, além de serviços altamente especializados e acções de educação e formação profissional contínua.
Além dos actuais dez países parceiros, que incluem a Federação Russa, quer-se alargar a rede da MIRRI a todos os 27 países da UE, a par de outros países interessados.

O projecto distinguido designa-se ‘Implementação e sustentabilidade da MIRRI para o século XXI’ (IS_MIRRI21), prolonga-se até 2023 e “reconhece o longo trabalho da UMinho e de uma ampla equipa europeia neste âmbito”, afirma o professor catedrático Nelson Lima, que coordena a MIRRI e a Micoteca da UMinho (MUM), no Centro de Engenharia Biológica, em Braga.
O lado mais visível do projecto vai ser a futura plataforma informática agregadora da mais diversa informação sobre microbiologia, como o extenso portefólio de recursos microbianos, a gestão de dados e de serviços, as acções educativas, os perfis de sustentabilidade e a legislação, entre outros. A criação dessa estrutura tem a parceria do Centro de Computação Gráfica da UMinho, da Universidade de Valência (Espanha) e apoio da LifeWatch-Espanha, uma base digital de referência mundial na protecção, gestão e uso sustentável da biodiversidade. “Queremos acelerar os processos de acesso aos recursos microbiológicos, que possam beneficiar os vários stakeholders e, em particular, a bioindústria com soluções inovadoras e sustentáveis”, diz Nelson Lima. O catálogo único da plataforma permitirá, por exemplo, ver o potencial de cada microrganismo e as suas aplicações, facilitando assim a respectiva avaliação, geração, difusão e acesso.

 Outra área relevante da MIRRI é a educativa, através do fomento de cursos de competências em formação contínua e académica, para a actualização de conhecimentos dos profissionais e das novas gerações. “Vamos ser uma importante interface com a sociedade em geral, com um conjunto de actividades de disseminação do conhecimento gerado sobre os micróbios”, realça o responsável.
 A MIRRI (www.mirri.org) está, desde Maio passado, estatutariamente sedeada na UMinho e tem nesta fase dez polos ou ‘nós nacionais’ – Bélgica, Espanha, França, Grécia, Holanda, Itália, Letónia, Polónia, Portugal e Federação Russa.
A próxima meta é instituir um polo em cada um dos 27 Estados-membros. “Estamos a consolidar a rede e a alargá-la, o que demora algum tempo, pois é preciso envolver os diversos governos nacionais”, acrescenta Nelson Lima, coordenador do projecto.

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