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UMinho descobre novo método para armazenar energia

Ensino

2021-05-15 às 12h27

Redacção Redacção

Método para armazenar energia com rapidez e densidade é inovação que pode ter aplicações em veículos eléctricos e dispositivos médicos.

A Universidade do Minho anunciou que uma equipa internacional liderada pelo seu Centro de Física conseguiu armazenar com eficiência pequenas quantidades de energia num condensador, que pode ser carregado/descarregado em nanossegundos. “Admite-se que esta inovação possa ter aplicações em veículos eléctricos e dispositivos médicos, entre outros”, realça a instituição em comunicado.
De acordo com a informação divulgada, a investigação em causa está em destaque nas redes do Consórcio Europeu de Infraestrutura de Investigação e saiu no ‘Journal of Materials Chemistry A’.

O projecto teve a parceria das universidades Estadual da Pensilvânia (EUA), Central Tamil Nadu (Índia), Abdelmalek Essaadi (Marrocos) e do Instituto Nacional de Física dos Materiais (Roménia).
“A transição urgente para a energia verde está a empurrar a agenda científica para desenvolver novas soluções de armazenamento de energia. As baterias são usadas principalmente para o fornecimento de energia estável e durante um longo período de tempo, devido ao seu lento processo de descarga. Por outro lado, os condensadores podem armazenar uma pequena quantidade de energia e serem carregados e descarregados rapidamente, na ordem dos nanossegundos. Este condensador pode assim ser usado em aplicações onde o fornecimento rápido de energia é necessário”, explica a UMinho.

A equipa científica verificou então que uma camada fina de um óxido cerâmico (dióxido de zircónio), com cinco nanómetros de espessura, acoplado com uma camada isoladora (óxido de háfnio e de alumínio), com dois nanómetros, armazena 54.3 joules por centímetro cúbico, com uma eficiência de 51%. Isso corresponde a um aumento de 55% da densidade de energia armazenada e a um acréscimo de 92% em termos de eficiência quando comparada com um condensador de dióxido de zircónio comum. “Desta forma, demonstramos que materiais ferroeléctri- cos à nanoescala, permitindo o armazenamento eficiente e de alta densidade de energia, são fortes candidatos para este tipo de aplicações”, diz o coordenador do trabalho, José Pedro Silva. Estes materiais à escala nanométrica são fabricados no Laboratório de Filmes Finos do Centro de Física da Escola de Ciências da UMinho, em Braga.
O estudo envolveu uma dezena de autores, incluindo ainda, do Centro de Física, Maria de Jesus Gomes, João Miguel Silva, Mário António Pereira e José Santos.

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