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Uma viagem pelos aromas da versatilidade dos vinhos verdes
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Uma viagem pelos aromas da versatilidade dos vinhos verdes

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Uma viagem pelos aromas da versatilidade dos vinhos verdes

Economia

2021-10-11 às 06h00

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

Vinho Verde Fest volta a realizar-se num formato diferente, com jantares vínicos onde os produtores dão a conhecer os vinhos verdes em harmonia com as sugestões dos chefs. El Olivo e Casa da Tojeira abriram o festival.

É uma viagem entre aromas, sabores, a criatividade gastronómica e a versatilidade dos vinhos verdes. Ao longo de nove jantares vínicos, a sugestão da Associação Empresarial de Braga e da Câmara Municipal é partir à descoberta da personalidade dos produtos da região, com destaque para as harmonizações que evidenciam o vinho e as criações dos chefs convidados. Este ano, mais uma vez devido à pandemia, o Vinho Verde Fest realiza--se à mesa de vários restaurantes da cidade de Braga, que se associam a organização para dar vida a mais uma edição do festival.

À imagem do que sucedeu no ano passado - e tendo em conta o sucesso do formato -, a organização promove jantares vínicos, onde os produtores dão a conhecer os vinhos numa conjugação com a gastronomia da região, uma parceria de verdadeiro êxito. O primeiro evento decorreu no restaurante El Olivo, do Meliã Braga, com os vinhos da Casa da Tojeira a aromatizarem um menu a quatro mãos pelos chefs Elísio Bernardes e Álvaro Costa.
“Este ano, infelizmente, voltamos a ter uma edição ajustada à realidade que temos, porque o conceito do evento é fazer uma feira dos vinhos verdes. Não foi possível fazê-la, mas quisemos assinalar o Vinho Verde Fest, uma marca já muito importante na promoção dos vinhos verdes na região e no país, ainda que em moldes distintos.

No ano passado, testámos, por força das circunstâncias, este modelo, que foi, claramente, vencedor e estamos este ano a começar este ciclo dos jantares vínicos sob a chancela do Vinho Verde Fest, ainda com um conceito mais apurado, que vai surpreender e agradar os bracarenses”, realçou Rui Marques, director geral da Associação Empresarial de Braga, revelando que, durante os meses de Outubro e Novembro, haverá um um jantar vínico por semana, à sexta-feira. “Por norma, o público que vai aos jantares é muito semelhante e assim entendemos que podem ter a oportunidade de fazerem esta viagem que nós queremos proporcionar, estes casamentos entre um restaurante e um produtor de vinho verde, procurando ter em evidência todas as sub-regiões de vinho verde. Estamos a tentar ter as nove, queremos mostrar a diversidade dos vinhos verdes e, para isso, queremos ter produtores da região de Basto, Monção/Melgaço, Lima, Cávado, Ave, Amarante, Baião e Paiva, para mostrar que os vinhos verdes têm diversas origens, são muito versáteis, muito diversos até em experiências imersivas, quer do ponto de vista gastronómico, quer do ponto de vista dos vinhos”, sublinhou, destacando ainda o objectivo de “desenvolver novos hábitos de consumos, criando ofertas diferenciadas e sofisticadas”.

Espaço de criatividade a quatro mãos

Na viagem sensorial promovida pelo Vinho Verde Fest, é a criatividade dos chefs e a inovação em cada prato que eleva a riqueza dos vinhos escolhidos. Uma complexidade que permite fazer brilhar o vinho verde e quebrar alguns mitos.
“O chef tenta encontrar o prato que melhor pode tirar partido do vinho que será servido. Puxa pela sua criatividade para colocar os ingredientes, os sabores, as especiarias e aromas que melhor conjugam com o vinho, para exponenciar quer o prato, quer o vinho. Aqui o vinho está em evidência e é o produto rei”, destacou Rui Marques, realçando um dos principais objectivos do evento.

“Permite-nos desconstruir alguns mitos que ainda persistem de que o vinho verde é um vinho de Verão e mais para saladas, por exemplo, mas já não é só isso. O vinho verde é um vinho que pode ser utilizado num jantar vínico desde o momento da entrada a um prato de carne, peixe e sobremesa. Ao longo deste ciclo vamos mostrar isto mesmo, a versatilidade do vinho verde”, frisou o director da Associação Empresarial de Braga.
A missão coube à Casa da Tojeira e à criatividade das quatro mãos dos chefs Elísio Bernardes e Álvaro Costa, que elaboraram um menu que mereceu rasgados elogios.

Depois de um welcome drink Casa da Tojeira Alvarinho, Álvaro Costa apresentou uma Sopa de Bacalhau com Casa da Tojeira Branco (um blend com quatro castas Arinto, Azal, Trajadura e Loureiro), seguindo-se um Caldoso de Lingueirão e Pickle de Funcho aromatizado com Vinho Verde Grande Escolha Loureiro, por Elísio Bernardes. A sugestão de carne foi uma Bochecha de Porco no Bafo, arroz de Chouriça de Cebola e Feijoca, de Álvaro Costa, brindado com uma Casa da Tojeira Grande Reserva Branco, um vinho envelhecido em madeira e já mais complexo, tal como explicou o enólogo Nuno Grosso. A degustação terminou com um Toucinho do Céu da Montra e um espumante Rosé Pinot Noir Bruto Tojeira.

“Os vinhos foram escolhidos para representar a essência da Casa da Tojeira, vinhos com alguma complexidade, que têm um bom perfil para combinar com a gastronomia. Gosto de definir os vinhos da Tojeira como vinhos que têm um perfil bastante clássico, não são vinhos muito exuberantes aromaticamente, mas são vinhos que têm uma boa complexidade a nível de aroma e um perfil gastronómico grande”, destacou o enólogo.

Aliar a história à qualidade dos vinhos

São vinte hectares de vinhas, jardins e matas seculares que dão vida ao solar do século XVII na freguesia de Faia, em Cabeceiras de Basto, dedicado ao turismo de habitação, produção dos vinhos e espumantes e enoturismo. Nas vinhas da Casa da Tojeira nascem os vinhos da gama Tojeira, o Arinto, Azal, Loureiro, Trajadura e o Alvarinho, algumas das castas tradicionais da região que convivem com uvas estrangeiras, como o Pinot Noir e o Chardonnay, usadas nos espumantes. “Como é que podemos descrever os nossos vinhos? Aliar a história à qualidade. É sempre isto que tentamos passar para todos os vinhos de todos os segmentos que temos. Aliar sempre a nossa história, porque somos produtores de vinho verde há muitos anos e queremos manter este legado durante muito tempo”, explicou Luís Freitas, enaltecendo a aposta da Associação Empresarial de Braga na promoção da marca vinho verde. “Nós temos produtos de excelência e extrema qualidade que têm de ser valorizados como tal. Estes jantares vínicos também ajudam ao consumidor perceber que os vinhos verdes têm esta qualidade e que podem pagar num supermercado um vinho verde de quatro, cinco ou seis euros”.

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