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Desporto

2018-12-15 às 06h00

Joana Russo Belo

SC BRAGA goleou o Feirense, por 4-0, com um hat-trick de Dyego Sousa e um golo de Wilson Eduardo. Com este resultado, os Guerreiros igualam o FC Porto na liderança, equipa que apenas hoje entra em campo. Despedida em beleza da Pedreira em 2018.

Um tubarão chamado Dyego Sousa. O avançado brasileiro voltou à titularidade e brilhou na goleada do SC Braga ao Feirense, por 4-0, assinando o primeiro hat-trick da carreira que o coloca, de novo, no topo da lista dos melhores marcadores da I Liga com dez golos. Com esta goleada, o SC Braga iguala o FC Porto na liderança com os mesmos 30 pontos, equipa que apenas joga hoje com o Santa Clara.
Depois de três triunfos consecutivos - para a Taça de Portugal e campeonato - o SC Braga entrou em campo de olhos postos em manter a senda positiva e despedir-se da Pedreira em 2018 com um triunfo diante dos adeptos. E foi uma equipa determinada que se viu dentro das quatro linhas, focada no ataque e, claramente, à procura de um golo cedo. Aliás, só deu mesmo futebol com as cores do SC Braga em termos ofensivos, perante um Feirense com muitas dificuldades para progredir no terreno.

Sequeira foi o primeiro a colocar à prova Brígido - que se estreou na Liga -, seguido de Ricardo Horta, que obrigou a bri- lhante defesa aos dez minutos.
O domínio dos guerreiros materializou-se em golo aos 27 minutos, depois de um lançamento longo de Goiano para Dyego Sousa. Extraordinário trabalho do avançado brasileiro a dominar de primeira e a tirar Briseño do caminho, rematando em cheio para o fundo das redes.
Dyego igualava Bas Doost na lista de melhores marcadores, mas a noite era de gala para o ponta-de-lança. Ao cair do pano para o intervalo, Dyego Sousa bisou, de cabeça, a dar o melhor seguimento a um cruzamento de Xadas do lado direito.

No segundo tempo, o Feirense procurou reagir, mas acabou por ser uma reacção ténue e o melhor que conseguiu foi um cruzamento de Vítor Bruno, desviado por Tiago Sá para canto.
A vantagem dos guerreiros avolumou-se na sequência de uma grande penalidade, depois de Raúl Silva ter sido travado por Diogo Almeida. Chamado a marcar, Dyego Sousa foi letal e festejou o kat-trick de forma original. A touca já estava na cabeça - depois de um golpe numa disputa com um adversário - e o brasileiro mergulhou para o relvado, simulando estar a nadar. São já dez golos na conta de um verdadeiro tubarão no ataque.
Foi também de penálti que a goleada ficou fechada. Nuno Almeida não ter dúvida na falta de Brígido sobre Paulinho e Wilson Eduardo não desperdiçou, selando o quarto golo.

“Sabemos que temos uma luta titânica pela frente”

Satisfeito com o resultado, com os golos marcados, com o facto de a equipa não ter sofrido golos e com os três pontos conquistados. Abel Ferreira era, sem qualquer dúvida, um treinador satisfeito com a sua equipa e com o resultado alcançado, voltando a frisar que a força desta equipa é o colectivo e o trabalho que todo o plantel tem vindo a realizar.
“Depois de analisar melhor este jogo irei ver também melhor o que foi este jogo. Mas afirmo já que a imagem que fica é a de que a nossa equipa é muito forte no jogo colectivo. É a força desta equipa e os jogadores sabem bem disso. Todos sabemos e temos consciência que tem que ser assim”, considerou o treinador arsenalista que referiu também que um dos segredos desta vitória folgada foi a preparação do jogo, com a sua equipa a trabalhar bem “as debilidades do adversário que jogou da mesma forma na Luz e nas Antas [Estádio do Dragão]. Conseguimos abrir o adversário, que era importante. Fizemos um jogo competente, sério, com dinâmica e paciência. Fomos capazes de ganhar os duelos individuais. Conseguimos fazer bem as coisas simples e cumprir quilo que foram os planos de jogo que traçámos. Por isso, os jogadores estão de parabéns. Este é o caminho de uma atitude que pretendemos ter sempre em cada jogo”.

E Abel Ferreira continuou a defender a ideia do jogo colectivo como maior segredo e força desta equipa dos Guerreiros do Minho - “o segredo desta equipa é o jogo colectivo e perceber todos os momentos do jogo. Trabalhamos sempre para fazer golo, quando temos bola, e quando não o temos queremos dar ao adversário o mesmo veneno que nos tentam dar a nós”.
Lembrando ideias que têm sido transmitidas por várias personalidades sobre o seu SC Braga, Abel afirmou que realmente é verdade que os Guerreiros do Minho têm “um grande plantel, mas é preciso saber meter os jogadores lá dentro. Há muitas equipas em Portugal que têm grandes plantéis. Nós sabemos as armas que temos e as que os adversários têm e sabemos que temos uma luta titânica”.

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