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Desporto

2022-08-03 às 06h00

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

Ruivanense Atlético Club assinalou o 81.º aniversário de olhos postos na formação, a grande aposta dos últimos anos. Pandemia afastou alguns atletas e a missão é agora voltar a cativar os jovens que saíram.

Citação

Éum dos históricos clubes de Vila Nova de Famalicão e um dos resistentes na Associação de Futebol de Braga. O Ruivanense Atlético Club chega aos 81 anos de vida - festejados na segunda-feira - com uma vitalidade de realçar, numa missão clara que passa pela formação, não só de atletas, mas também de homens, de olhos postos no futuro. Um trabalho ininterrupto, que expressa bem o papel que o clube famalicense tem no concelho e na formação dos mais jovens. Aliás, pelo segundo ano consecutivo - e nos termos do Regulamento de Certificação de Entidades Formadoras da Federação Portuguesa de Futebol - o Ruivanense Atlético Clube foi certificado como Entidade Formadora 3 Estrelas, reconhecendo, assim, a aposta na formação nos últimos anos, sobretudo, desde que Augusto Freitas assumiu os destinos do clube, há oito anos.
“Sempre acompanhei o clube, era sócio e decidi depois avançar para a presidência, porque a antiga direção saiu, não havia ninguém e resolvemos tomar conta do clube, que manteve assim as portas abertas mais oito anos. É um clube que nunca fechou portas, já existe há 81 anos, sempre em actividade, nunca mudou de nome, ao contrário de outros, continua com portas abertas e a aposta na formação. Há anos melhores, outros piores, mas o mais importante é ter as portas abertas e jovens para praticar desporto”, contou ao Correio do Minho o presidente, que deverá continuar no cargo, mesmo depois de não terem surgido listas nas eleições de Julho.
“Em princípio vou continuar, porque não há mais ninguém”, acrescentou, reconhecendo ser a solução para o clube não cair num vazio directivo, honrando desta forma a história do clube.
“O Ruivanense é um grande clube, é um dos mais antigos do concelho e um dos melhores. O objetivo é a formação, formar os miúdos o melhor que podemos para atingirem maiores patamares. A formação é a grande aposta. Hoje em dia, todos os clubes vivem da formação, porque um clube não é sustentável com apoio de sócios ou patrocínios, cada vez mais os clubes têm que apostar na formação, é o mais importante”, sublinhou.

“Estamos a preparar a equipa para voltar ao nosso lugar que é a Divisão de Honra”

Anova temporada desportiva em Ruivães vai arrancar com um objectivo bem definido em termos de equipa sénior: subir de divisão. A época passada não terminou da melhor forma e o Ruivanense Atlético Club foi despromovido, caindo para a I Divisão da AF Braga.
“Nos seniores, estamos a preparar tudo e a equipa para voltar ao nosso lugar, porque a Divisão de Honra é o nosso lugar, há muitos anos que não descíamos, sempre que me lembro estivemos nesta divisão, por isso, a subida é a única meta que temos para esta temporada”, revelou o presidente Augusto Freitas, dando conta de que Francisco Oliveira mantém-se no comando técnico da equipa e que o “plantel já está feito”, faltando apenas “colmatar apenas um ou outro lugar”.
O início da época está agendado para 5 de Setembro e nessa altura “há miúdos que querem vir treinar à experiência” e aí “veremos se algum irá completar a equipa”.
Na nova temporada, o clube vai tentar também ter juniores e juvenis, “porque já temos alguns elementos” e “vamos tentar também uma equipa de iniciados, porque temos vários miúdos que subiram de infantis”.
“Há muitos clubes aqui à volta, muita rivalidade, os miúdos dividem-se, mas vamos procurar ter estes escalões no futebol 11. Depois da pandemia foi um caos no desporto, no ano passado, na retoma, em futebol de onze só tivemos uma equipa sénior e em futebol sete todos os escalões. Este ano, estamos a tentar recuperar os atletas que abdicaram e saíram do clube”, referiu o dirigente.
Olhando ao futuro, Augusto Freitas diz ter “muitos projectos” que gostava de ver concluídos a curto prazo, “mas falta o resto, não me vou estar a meter a criar infra-estruturas sem condições financeiras”.
“Temos boas condições, mas precisávamos de alargar o campo, estamos em negociações com a câmara há mais de oito anos, no entanto ainda é uma incógnita. Há um terreno por trás do campo e havia uma permuta com a câmara, o dono acabou por falecer e agora estamos num impasse. O campo é do clube e pretendíamos alargá-lo, criar condições na parte sul e fazer uma bancada para as pessoas terem melhores condições, mas enquanto as coisas não estiverem resolvidas nem vale a pena falar sobre isso”, explicou, reforçando a ideia de o Ruivanense ter “3/4 balneários e as condições necessárias”.

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