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Um fenómeno chamado Berço SC de olho nos campeonatos profissionais
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Um fenómeno chamado Berço SC de olho nos campeonatos profissionais

Milhares assistiram ao cortejo histórico

Um fenómeno chamado Berço SC de olho nos campeonatos profissionais

Desporto

2019-05-15 às 06h00

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

Berço SC sagrou-se campeão da Pró-Nacional da AF Braga e somou a terceira subida consecutiva em apenas três anos de existência. Chegar aos campeonatos profissionais e à I Liga é a meta de um projecto ambicioso.

Um feito histórico. E um verdadeiro fenómeno de estudo. Fundado em 2016, o recém-criado Berço SC é já uma referência no panorama distrital da AF Braga: em três anos, a equipa vimaranense chegou ao Campeonato de Portugal, alcançado três subidas de divisão consecutivas. Esta época, o feito da subida aos nacionais juntou-se ao do título de campeão distrital da Pró-Nacional, num projecto que sabe para onde quer caminhar. O sonho é claro: chegar aos campeonatos profissionais a curto prazo.

A época do Berço SC esteve em destaque no Programa Fórum Desporto, da Rádio Antena Minho, numa conversa com o presidente Joaquim Martins e o treinador Ricardo Martins.
“Conseguimos o feito inédito de subir três anos seguidos e muita gente achou estranho como é que um clube com menos de três anos conseguiu as subidas, mas não sabem o dia-a-dia do nosso trabalho e empenho, porque estamos na posição em que estamos pelo trabalho diário com os nossos jogadores, treinadores e todos os que nos rodeiam. Para nós, que estamos na estrutura, não foi surpresa estas subidas. É um projecto que tínhamos em mente há cerca de 10/12 anos e foi colocado em prática quando formámos o clube no dia 18 de Julho de 2016. É um clube muito novo, mas já com experiência de subidas grande. Só estranha quem não sabe como nós trabalhamos e como estamos neste projecto”, explicou o dirigente, ambicioso quanto ao futuro.

“Desde início temos bem traçados os nossos objectivos e estamos focados. Tínhamos projectado este ano a subida de divisão e conseguimos. Para o ano, no Campeonato de Portugal, não vamos fugir do foco que temos, vamos continuar a trabalhar com o foco na nossa meta: queremos chegar aos campeonatos profissionais, nunca escondemos isso de ninguém. Mais ano ou menos ano é o que vamos tentar alcançar, se for para o ano, melhor, mas não vamos ser os coitadinhos da nossa série. Vamos lutar pela subida de divisão”, revelou Joaquim Martins.

Requalificação vai dotar campo para jogos da II Liga

Nos dois primeiros anos, o Berço SC jogou em Tabuadelo e, esta temporada, a casa da equipa vimaranense foi o campo do Ponte. Brevemente irá arrancar a requalificação do campo de Sande São Lourenço, na posse do clube, num projecto já a pensar a longo prazo e nas exigências dos campeonatos profissionais.
“Desde início, sabíamos quais eram as nossas carências, mas estamos tranquilos. Este ano jogámos em Ponte, num mini-estádio que muito nos agradou, em questão de campo, nunca foi problema, nunca nos preocupamos com isso, apenas as outras pessoas diziam que não tínhamos casa. Sempre tivemos mais condições até do que alguns clubes e a prova está na subida, com pouco se faz muito. Com muito menos recursos do que outras equipas que lutaram connosco pela subida, conseguimos muito mais”, lembrou Joaquim Martins, anunciando o Campo de Sande São Lourenço como casa para o futuro.

“Passa por obras de requalificação, acredito que a Câmara de Guimarães nos vai dar o apoio necessário para isso acontecer. É pena um espaço como aquele estar como está, um estádio que, em 2004, foi palco do estágio da selecção da Dinamarca e estranha-se ver o estádio todo destruído. Nós vamos colocar aquelas instalações condignas e serão talvez as instalações do Berço para o futuro”, revelou.
Na próxima época ainda não estará a obra concluída, “porque o nosso projecto para aquele campo é um projecto que nos permita jogar numa II Liga, portanto, demora mais algum tempo para executar por ser um projecto mais abrangente”. “Não é gastar dinheiro hoje para amanhã tornar a gastar, pensamos no futuro e a longo prazo, com instalações dignas para receber os outros clubes. Queremos é que nos apoiem, que os adeptos das freguesias de Guimarães nos venham apoiar, porque não temos sócios, mas temos muitos adeptos”.

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