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Última reunião da Câmara de Braga marcada por despedida de vereadores e intervenções de Mota
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Última reunião da Câmara de Braga marcada por despedida de vereadores e intervenções de Mota

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Última reunião da Câmara de Braga marcada por despedida de vereadores e intervenções de Mota

Braga

2021-09-14 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Realizou-se a última reunião do executivo municipal, que ficou marcada pelas despedidas dos vereadores que estão de saída da Câmara e pela participação de Francisco Mota que substituiu Lídia Dias.

A última reunião da Câmara de Braga, no actual mandato, ficou ontem marcada pelas despedidas dos vereadores Miguel Bandeira e Liliana Pereira, que não integram listas às autárquicas do próximo dia 26, mas também pela participação de Francisco Mota que, apesar de ser vereador sem pelouros, foi o que mais interveio naquela que foi a sua primeira e última reunião do executivo municipal.
No final da reunião, que decorreu no gnration, Ricardo Rio deixou uma palavra de reconhecimento o todos aqueles” que no executivo exerceram funções neste mandato”, realçando que apesar das diferenças políticas e ideológicas, “em conjunto” todos contribuíram para “melhorar as condições de vida no concelho”.
Além de Miguel Bandeira e Liliana Pereira, presentes na sessão, Rio estendeu o reconhecimento aos que estão de saída também a Lídia Dias, Firmino Marques, Carlos Almeida e Miguel Corais, que também exerceram funções na vereação.

Foi com emoção na voz que Miguel Bandeira agradeceu a Ricardo Rio “pela oportunidade” que lhe deu “de servir Braga e os bracarenses”, lembrando que, apesar de eleito como independente, foi “sempre leal e solidário”.
“Foram oito anos intensos de serviço público e participação democrática”, referiu o professor universitário.
Também a vereadora socialista Liliana Pereira se despediu das lides autárquicas, depois de 16 anos — oito como deputada municipal e outros tantos como vereadora do PS, tendo-se destacado na oposição autárquica pelo debate em matérias relacionadas, sobretudo, com a educação e a cultura.

A socialista realçou o “enorme espírito democrático” que, apesar de algumas discussões mais acesas, sempre pautou as reuniões do executivo, “sinal da qualidade dos eleitos e do respeito pelos bracarenses que os elegeram”.
Além das despedidas dos que estão de saída do executivo municipal, a reunião de ontem ficou ainda marcada pela participação de Francisco Mota, que subiu a vereador com a renúncia de Lídia Dias ao mandato.
Não lhe tendo sido atribuídos pelouros, Mota foi sentado ao lado dos vereadores da oposição, como o próprio fez questão de notar logo na sua primeira intervenção, lembrando que estava ali como vereador da Coligação ‘Juntos por Braga’. E foram muitas as intervenções do antigo líder da JP (que não integra as listas da Coligação para as eleições que se avizinham), algumas das quais tendo mesmo entrado em debate aceso com o presidente da Câmara.

Das suas várias intervenções nota para a recomendação à Câmara para que, antes de arrancar com o obra do Centro Cultural Francisco Sanches “ouça o movimento associativo que lá ficará instalado”.
Mas foi uma questão relacionada com a dissolução da SGEB que fez aumentar o tom do debate entre Mota e Rio, com o vereador a interpelar a autarquia para que se demarque do processo em que “um dos parceiros privados da SGEB, que está com um PER, terá passado as quotas para outras firmas, evitando assim que o dinheiro a pagar pela Câmara seja usado para pagar aos credores”.
A questão tinha já sido levanta há algumas semanas pelo socialista Artur Feio, tendo Rio dado as mesmas explicações que deu ontem: “a responsabilidade sobre qualquer ilícito no processo, se é que ele existe, é da empresa privada e é alheio à Câmara. A Câmara não é polícia do sector empresarial privado”, vincou Rio, realçando que no processo de dissolução a autarquia não é prejudicada. “Se alguém duvida sobre a conduta das empresas ou empresários, deve comunicar às entidades competentes, nomeadamente às Finanças”, rematou.

Município exige que consórcio assuma intervenção nas ancoragens

A Câmara de Braga está ultimar um processo judicial para que o consórcio que construiu o Estádio Municipal assuma a intervenção nas ancoragens onde foi detectada corrosão (28 até agora) e noutras que se verifique ser necessária a intervenção para garantir a segurança daquele equipamento.
A responsável pelo Departamento de Obras do Município explicou que o consórcio não assumiu a intervenção nas ancoragens, pelo que a Câmara teve de avançar com a mesma porque “estava em causa a segurança”. Mas esclareceu que o prazo de garantia das ancoragens é superior ao do estádio, concretamente de cem anos. “A Câmara Municipal está reunir todos os elementos para apurar responsabilidades a quem e direito”, explicou a responsável.

O tema foi trazido à reunião por Francisco Mota, que questionou a autarquia sobre o atraso no processo “de exigir ao consórcio que cumpra a sua parte”, alegando que o problema está identificado “há vários anos, mas até agora nada foi feito”, enquanto, do outro lado, o consórcio continua a exigir ao Município mais dinheiro por trabalhos a mais naquela obra.
As ancoragens são as estruturas de aço que seguram a bancada poente do estádio ao muro da antiga pedreira, e que garantem a sustentabilidade da pala.

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