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Turismo Gastronómico conta com mercado nacional para alavancar retoma

Economia

2020-05-23 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Num Webinar onde se debateu o futuro do Turismo Gastronómico, três conceituados chef’s nacionais mostraram-se confiantes na retoma do sector, destacando o papel que os turistas nacionais podem ter nesse âmbito.

O Turismo Gastronómico está obviamente a sofrer com as consequências da pandemia causada pela Covid-19, mas três dos mais conceituados chef’s do país, todos eles do Minho, acreditam que este este é um sector que vai viver com dificuldades durante 2020, mas no próximo ano conseguirá impor-se a continuar um trilhar o extraordinário percurso que vinha a concretizar.
Neste recomeço, o que se impõe é reforçar a aposta na qualidade, não defraudar expectativas e reconquistar a confiança dos clientes garantindo segurança, mas com conforto porque quem vai a um restaurante tem de desfrutar do momento e não sentir-se num hospital.

Estas foram algumas ideias partilhadas pelo chef António Loureiro (do Restaurante A Cozinha, de Guimarães), o chef Renato Cunha (do Restaurante Ferrugem, de Famalicão), do chef José Vinagre (do espaço bracarense Chef Vinagre Restaurante). Com Manuel Pinheiro, presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, foram os oradores convidados para a terceira webinar do III Fórum de Turismo Visit Braga que este ano, dadas as circunstâncias excepcionais que vivemos, está a decorrer em modo online.
Este fórum é uma iniciativa do Município de Braga, da Associação Comercial de Braga e do Visit Braga.
‘Turismo Gastronómico – Que Desafios?’ foi o mote para uma conversa moderada por Paulo Amado, director das Edições do Gosto, em que foi destacada a importância da gastronomia como factor de atracção de visitantes à região.

António Loureiro admitiu que a realidade mudou muito, mas não vai ser a situação peculiar que vivemos que vai acabar com o Turismo Gastronómico.
No seu caso concreto, o chef vimaranense revelou que não vai mudar o seu conceito, que alia a cozinha de tradição e a inovação” e que o grande desafio que o sector tem pela frente é “apostar muito na qualidade”, uma aposta que vai também passar por estreitar ainda mais a relação com os produtores locais, numa lógica cada vez mais forte de economia circular.
A actual situação poderá sim obrigar a redefinir estratégias para conseguir manter a estrutura do restaurante até ultrapassar a crise, e isso poderá passar por exemplo por ter apenas um menu de degustação em vez de dois e mudá-lo com mais frequência.

Também Renato Cunha se mostra confiante na recuperação do “entusiasmo” que o sector gastronómico vivia, embora confesse que também sente alguma apreensão pelo futuro.
O chef famalicense considera que o desafio actual é olhar para o mercado interno, quando até agora o turismo externo alavancava muito o sector.
“Este ano vai ser difícil. Acredito que no próximo já vai ser possível voltar à normalidade, até porque a nossa imagem perante os mercados externos é positiva. saímos desta pandemia com uma imagem reforçada pela forma como o país lidou com a situação”, referiu Renato Cunha, para quem o Minho poderá ser particularmente beneficiado por todas as suas características, muito diferentes de locais como Lisboa e Porto onde o turismo era muito massificado.

Também o Chef Vinagre acredita na retoma, mas considera que além dos portugueses serão também os turistas espanhóis a contribuir para a retoma do sector. “Estou esperançoso. Acho que vamos conseguir dar a volta. Não vai ser fácil, mas vamos conseguir”, afirmou.
E para quem tem receio de ir ao restaurante, o chef bracarense deixou uma mensagem: “é mais seguro ir a um restaurante do que a um supermercado. As pessoas têm de perder o medo e confiar”.

Estrela Michelin atrai visitantes
O chef António Loureiro reconhece que o facto de o seu restaurante ter sido distinguido com uma estrela Michelin contribuiu para alavancar o negócio, mas também para trazer pessoas a Guimarães. “Hoje vem muita gente a Guimarães, não só pela cidade em si, mas também pelo meu restaurante”, referiu, reconhecendo que o facto de constar no prestigiado guia internacional faz com que as pessoas viagem de propósito para experienciar a sua cozinha. O Chef Renato Cunha tem sido apontado várias vezes como forte candidato a conquistar também a estrela do guia Michelin. Ontem, confessou que já sentiu “tristeza” por não ter sido distinguido, mas garante que não vive “obstinado com isso”, nem trabalha “em função da estrela”. Mesmo sem estrela, o seu ‘Ferrugem’ atrai muita gente a Famalicão, concretamente a Portela a localidade onde o restaurante se localiza. Não sendo uma zona turística, quem lá vai é mesmo para saborear a sua cozinha.

Webinar sobre turismo na Eurorregião
‘Turismo na Eurorregião Galiza – Norte de Portugal – Que Desafios?’ é o tema do próximo webinar que decorre na próxima sexta-feira, 29 de Maio, e vai contar com intervenções de Ricardo Rio (presidente da Câmara Municipal de Braga), Luís Pedro Martins (presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal), Xosé Sánchez (Alcalde del Ayuntamiento de Santiago de Compostela) e Nava Castro (directora do Turismo da Galiza).

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