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Desporto

2022-12-03 às 06h00

Fabíola Lopes Fabíola Lopes

Entrada forte, com um golo de Ricardo Horta, deixou antever chegada tanquila aos 9 pontos no grupo, mas Portugal colocou-se a jeito da reacção coreana, coroada com uma reviravolta na ponta final que lançou Paulo Bento para os oitavos e deixou o Uruguai de fora. Segue-se a Suiça.

Citação

Mesmo perante um contexto favorável, Portugal não foi capaz de tomar como sérios os três avisos anteriores que nos mostraram que, bastando um empate, o desfecho seria... uma derrota, muito por culpa de um comodismo e mentalidade que não se aplica aos verdadeiros campeões. O objectivo acabou por ser conseguido, em dose dupla, diga-se, mas importa pensar no que aconteceria se os adversários cumprissem a sua parte, nomeadamente a equipa do Gana, que poderia ter aproveitado a escorregadela lusa para assaltar o primeiro lugar.
Gestão foi o ponto de ordem de Fernando Santos, não que isso indicie qualquer tipo de facilitismo, como se comprovou nos primeiros minutos, em que as quinas entraram fortes e dinâmicas. O arsenalista Ricardo Horta, uma das muitas novidades, carimbou da melhor forma a sua estreia no Mundial ao finalizar com acerto uma jogada que principiou num grande passe de Pepe e que prosseguiu com um bom trabalho de Diogo Dalot, um golo com toque bracarense, com o ex-EF Fintas a assistir e o actual Guerreiro do Minho a fazer o 0-1.
Estavam decorridos apenas cinco minutos. Poderia ser o tónico perfeito para carimbar, com uma boa exbição, o primeiro lugar e o pleno de triunfos? Podia, mas não foi.
Para além de Dalot e Ricardo Horta, António Silva e Vitinha também puderam tomar o gosto especial de jogar um Campeonato do Mundo - não foi por eles que a máquina emperrou (o jovem central, aliás, esteve em belíssimo nível), acabando por ser levados pelo adormecimento geral. Num canto, o capitão Ronaldo ter-se-á assustado com uma bola que lhe apareceu à frente, virou as costas e assistiu inadvertidamente Kim Young-gwon para o empate, aos 27 minutos.
Por esta altura, no outro jogo do grupo, o Uruguai batia o Gana por 2-0, assumindo o segundo lugar, mas houve golpe de teatro no Education City Stadium. Portugal insistia no batimento dos cantos ao primeiro poste, sendo que em quatro tentativas, nenhuma delas resultou, com a agravante de, na última chance, os coreanos terem conseguido sair em contra-ataque, com muita passividade lusa na recuperação, e com Son, a estrela da companhia, a servir na perfeição a entrada de Hwang Hee-chan. O atacante do Wolverhampton, na cara de Diogo Costa, não falhou e soltou uma avalanche de festejos. O Uruguai precisava agora de mais um golo... sem efeito. Portugal, esse, cinzento e tristonho, carimbou mesmo o primeiro lugar, tendo agora encontro marcado com a Suiça, na terça-feira. Aí, exige-se (muito) mais.

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