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Trabalhadores do Hospital de Braga lutam pelas 35 horas semanais

Braga

2020-09-22 às 12h25

Miguel Viana Miguel Viana

Cerca de uma dezena de trabalhadores do Hospital de Braga manifestaram-se, ontem de manhã, em frente à entrada principal da unidade de saúde, a favor da aplicação do acordo que prevê a aplicação das 35 horas semanais de trabalho.

Cerca de uma dezena de trabalhadores do Hospital de Braga manifestaram-se, ontem de manhã, em frente à entrada principal da unidade de saúde, a favor da aplicação do acordo que prevê a aplicação das 35 horas semanais de trabalho. A paralização foi decretada pelo Sindicato do Trabalhadores em Funçoes Públicas e Sociais do Norte (STFPSN). O acordo é aplicável a todos os hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial), como é o caso do Hospital de Braga. “O Hospital de Braga é uma EPE há mais de um ano e o Governo teima em não aplicar o acordo”, denunciou Orlando Gonçalves, coordenador do STFPN. A situação tem causado algumas injustiças entre os trabalhadores hospitalares. “Os trabalhadores são tratados de forma desigual dos seus colegas de outros hospitais EPE, continuam com as 40 semanais de trabalho. E os que fazem 35 horas, que foram contratados no tempo da gestão do Grupo Mello, é considerado um contrato a tempo parcial, pelo que levam para casa 500 euros por mês, o que é significativamente abaixo do salário mínimo nacional”, afirmou Orlando Gonçalves.

O dirigente apelou à intervenção do Presidente da República, por considerar que se trata de uma situação “anti-democrática”. O assunto vai ser abordado na próxima quinta-feira, numa reunião com o Ministério da Saúde. Há mais de dois meses, o STFPSN solicitou uma reunião à administração do Hospital de Braga, mas, tanto o sindicato como os trabalhadores ainda não tiveram qualquer resposta.

A adesão à greve de hoje teve, segundo o STFPSN, uma adesão de cerca de 90 por cento, sendo que alguns serviços permaneceram encerrados. “Pela primeira vez, a Colheita de Sangue está fechada. As Consultas Externas também não se realizaram. Os serviços de Internamento e Urgências estiveram com os serviços mínimos. Quanto aos Blocos Operatórios, apenas funcionaram o da Urgência e o dos Serviços de Oncologia, nível 4”, frisou Orlando Gonçalves.
Contactada a administração do Hospital de Braga, a mesma remeteu para um comunicado em que afirma que “ continua a envidar esforços para a resolução do processo de adesão aos acordos colectivos de trabalho, e tudo fará no sentido de salvaguardar os interesses dos profissionais. A deputada do Bloco de Esquerda, Alexandra Vieira, disse que o caso vai ser levado ao Parlamento.

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