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Desporto

Ontem às 07h00

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

Associações Distritais e Regionais de Futebol manifestaram descontentamento pela decisão do Governo de excluir o desporto do Plano de Recuperação e Resiliência. Manuel Machado, presidente da AF Braga, diz estar em causa o futuro da modalidade.

É um futuro em risco. E com um enorme ponto de interrogação: como vão sobreviver os clubes distritais à pandemia da Covid-19 e às paragens competitivas? A resposta é difícil de encontrar e ganha contornos mais críticos analisando a decisão do Governo de excluir o desporto do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o que coloca em causa a sobrevivência de centenas de clubes.
“As Associações Distritais e Regionais de Futebol não compreendem o critério aprovado e, por esta via, manifestam o seu descontentamento, já que nos causa estranheza o facto do desporto não se encontrar contemplado em tão importante documento, considerado fundamental para o desenvolvimento de Portugal durante a actual década”, lê-se no comunicado das ADR enviado à agência Lusa (ver caixa).
Contactada a Associação de Futebol de Braga, o presidente Manuel Machado foi peremptório: “está todo o edifício de futuro do futebol português em risco de colapso. A formação é a base e os alicerces e, se não for cimentada e apoiada, todo o edifício cai com estrondo e com consequências irreparáveis”.
O dirigente lembra que está em causa a sobrevivência dos “clubes, atletas, dirigentes”, num bolo que abrange várias áreas da sociedade, tendo em conta o peso do futebol distrital nas regiões. “É importante para a economia portuguesa, para as empresas, comunicação social, transportes, restauração, entre outros, é todo um conjunto afectado em torno do futebol e milhões de empregos na União Europeia que estão em jogo”, referiu Manuel Machado, considerando “fundamental” o apoio do Governo, “se é que pretende ter uma sociedade com saída no futuro”.
“O desporto em si é um bem essencial, não se esgota só no aspecto desportivo, é uma escola muito grande de socialização, com conceitos de tolerância, solidariedade e valores que permitem melhores cidadãos. Isto é determinante para o futuro do país”, frisou, acrescentando que “é no futuro que temos de assentar as ideias”.
“É um momento extraordinário em termos de sustentabilidade dos clubes, está tudo em causa, começa nos clubes distritais e vai parar à Federação”, alertou Manuel Machado.
O dirigente explicou ainda que a AF Braga está a “estudar soluções” para a retoma das competições, “para ir ao encontro da maior verdade desportiva possível”. “Acredito que só vai haver desconfinamento na segunda quinzena de Março, teremos depois de dar duas semanas para os clubes treinarem e iniciaremos no início de Abril, se as coisas estiverem a correr bem. Mais do que isto é muito prematuro ainda. Quanto ao quadro competitivo, na Pró-Nacional, por exemplo, a segunda fase já morreu e o timing para a segunda volta não é suficiente. Poderemos ter tempo para fazer algo mais do que a primeira volta, com play-offs, mas estamos ainda a estudar as possibilidades. A primeira volta vai ser concluída, mas queríamos algo mais, sabendo, no entanto, que a verdade desportiva esta época está comprometida. Temos de aguardar com serenidade”, rematou.

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