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Braga, sábado

Theatro Circo quer conquistar público infantil e comunidade surda
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Theatro Circo quer conquistar público infantil e comunidade surda

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Braga

2017-08-13 às 06h00

Marta Amaral Caldeira

É MAIS do que um simples ‘serviço educativo’ aquilo que o Theatro Circo pretende implementar já a partir de 2018. As Oficinas que tem dinamizado para crianças e para a comunidade surda tem servido de base para um serviço mais alargado.

O Theatro Circo quer ter implementado um serviço educativo na sua programação já a partir de 2018. “Este é um projecto em que estamos a trabalhar já há algum tempo, mas que esperamos concretizar com uma programação sólida para grupos específicos como as crianças ou a comunidade surda”, avançou Hugo Loureiro, da equipa de Coordenação e Programação do Theatro Circo.
“No fundo, o conceito em que estamos a trabalhar este ‘serviço educativo’ é baseado numa vertente de educação para a Cultura e de formação de novos públicos para o Theatro Circo”, referiu o programador.
“O conceito de ‘serviço educativo’ que queremos para o Theatro Circo pretende ser muito mais transversal e não basear-se apenas no conceito tradicional que lhe está subjacente e que é muito usado por exemplo por museus enquanto área lúdica e de animação. O nosso conceito pretende ir mais longe e marcar pela diferença nessa oferta que desejamos para públicos diferenciados como as crianças ou a comunidade surda - com quem já temos vindo a desenvolver várias iniciativas”, explicou Hugo Loureiro.
A propósito do trabalho que o Theatro Circo tem feito ultimamente de forma mais próxima com a comunidade surda, sobretudo com os alunos surdos do Agrupamento de Escolas D. Maria II, o programador assinala que que dentro do ‘serviço educativo’ que se pretende implementar este é um grupo que se pretende incluir.
“Este é claramente um grupo que nós aqui no Theatro Circo queremos trabalhar claramente de uma forma próxima e estamos a desenvolver já algumas actividades para este público, aliás temos um grupo de trabalho que está a estudar de que maneira é que uma estrutura como o Theatro Circo se pode e deve aproximar deste público surdo e como pode criar um diálogo com esta comunidade, tirando partido das sinergias que já existem através das escolas e percebermos até que ponto esta estrutura está capacitada para receber públicos surdos e como poderemos trazer também a língua gestual cá para dentro”.
As Oficinas de Verão que estão a ser dinamizadas no Theatro Circo durante este mês de Agosto e que se têm repetido nas Férias da Páscoa e do Natal têm servido de ‘campo de experimentação’ para o ‘serviço educativo’ que se pretende vir a implementar num futuro próximo.
“Estas oficinas têm funcionado muito bem, a procura tem sido sempre boa, mas já estão todas esgotadas”, disse Hugo Loureiro, indicando que a grande mais-valia desta actividade “não é só um período de execução da oficina em si, mas também a possibilidade que permite de as crianças que participam nelas visitarem todo este equipamento cultural fascinante e para nós é extremamente interessante pois é também uma maneira de darmos a conhecer detalhes do espaço e desta estrutura que de outra forma se calhar poderiam passar completamente despercebidos e que lhes servem de inspiração para os trabalhos artísticos que aqui desenvolvem nestas oficinas. Há uma maneira de olhar e de estar diferente porque os miúdos apropriam-se muito do espaço e alguns deles depois são também público dos nossos espectáculos e fazem questão de vir falar connosco de dizer que estão cá de novo e com quem vieram”.
Estas oficinas do Theatro Circo ainda são recentes, mas para o programador são um alicerce para o serviço que se pretende vir a implementar.
“O nosso grande objectivo neste momento é que em 2018 tenhamos um ‘serviço educativo’ amplo e mais estruturado com acções como estas oficinas que nos permitem que as crianças estejam não apenas enquanto público, mas enquanto consumidores, com um tempo diferente e com uma energia diferente e acabam por ganhar zonas de conforto e apropriação que é muito importante para estas gerações, pois é importante que elas sintam que o teatro é delas”, defendeu.

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