Correio do Minho

Braga, terça-feira

Theatro Circo: “Uma menina está perdida no seu século à procura do pai” desafia público a pensar além da norma
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Theatro Circo: “Uma menina está perdida no seu século à procura do pai” desafia público a pensar além da norma

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Braga

2017-08-22 às 13h06

Redacção

“Uma menina está perdida no seu século à procura do pai” é a peça que o grupo de teatro Crinabel adaptou a partir do romance homónimo de Gonçalo M. Tavares e que chega ao palco principal do Theatro Circo nos dias 15 e 16 de setembro (21h30).

“Uma menina está perdida no seu século à procura do pai” é a peça que o grupo de teatro Crinabel adaptou a partir do romance homónimo de Gonçalo M. Tavares e que chega ao palco principal do Theatro Circo nos dias 15 e 16 de setembro (21h30).

Com encenação e dramaturgia de Marco Paiva, “Uma menina está perdida no seu século à procura do pai” conta a história de uma menina, Hanna, de 14 anos com trissomia 21 que parte em busca do pai que a abandonou.

Também em palco, a protagonista é portadora de trissomia 21 e não é única. Um conjunto de intérpretes portadores de deficiência intelectual e física, todos membros do grupo de teatro Crinabel, contracena com atores do Teatro Nacional D. Maria II, propondo ao público que reflita até que ponto continuamos implicados em olhar para lá da norma.

«A questão da deficiência que está presente no livro acaba por se diluir, quando existe num elenco onde não há só uma pessoa que tenha deficiência intelectual, mas várias. Aquela característica específica da personagem Hanna deixa de existir, pois ela de repente contracena com outra personagem que o autor não escreveu como tendo deficiência, mas que, no elenco, tem. Sem grande esforço a questão da deficiência (na peça) diluiu-se», explica Marco Paiva que assume a Direção Artística do grupo de teatro Crinabel.

Destacando que o verdadeiro desafio deste trabalho consistiu no facto de partir de um romance e não de um texto dramático, Marco Paiva considera que as características intrínsecas a este conjunto de atores não foram uma dificuldade, mas antes, uma mais-valia.

«A ideia foi sempre partir para a criação de um espetáculo de um objeto artístico, que ia ser uma peça de teatro, nunca nos preocupámos em polir o discurso, relativamente à deficiência dos intérpretes», referiu o encenador em declarações à agência Lusa.

O elenco da peça que estreou em 2016 para assinalar os 30 anos de atividade do grupo de teatro Crinabel é constituído por Ana Rosa Mendes, Andreia Farinha, António Coutinho, Carlos Jorge, Carolina Sousa Mendes, Filipe Madeira, Hugo Fernandes, Joana Honório, João Leon, João Pedro Conceição, Manuel Coelho, Nelson Moniz, Paula Mora, Ricardo Peres, Rui Fonseca e Tomás Almeida.

A Crinabel (Crianças de Santa Isabel) é uma cooperativa sem fins lucrativos, que foi fundada em 1975, em Lisboa, por um grupo de pais e outras pessoas ligadas à reabilitação de crianças e jovens com atraso no desenvolvimento.

*** Nota do Theatro Circo ***

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