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Terrenos para novo edifício estarão “muito rapidamente” nas mãos da adega

Alto Minho

2021-05-11 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Rui Folha é o novo presidente do Conselho de Administração da Adega Cooperativa de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez. A sustentabilidade é prioridade estratégica para ter produtos arrojados, “fruto da inovação e da busca incessante pela excelência”.

A Adega Cooperativa de Ponte da Barca e de Arcos de Valdevez terá “muito rapidamente” os quase dois hectares de terreno para avançar com projecto do novo edifício. A garantia foi deixada ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, na sessão solene de apresentação do novo conselho de administração. Liderada por Rui Folha, a adega está “no bom caminho”, já que é uma empresa exportadora, virada para o mundo, que fechou o 1.º trimestre de 2021 com 75% de exportação.
Rui Folha garantiu, ontem na sessão de apresentação da nova equipa, que “a sustentabilidade é uma prioridade estratégica para a adega, não um slogan”, referindo que nos últimos anos o portfolio da adega está marcado pelo “lançamento de produtos arrojados, fruto da inovação e da busca incessante pela excelência”.
O Conselho de Administração cessante teve como principais objectivos a “valorização da marca” Adega Ponte da Barca e Arcos de Valdevez e o reforço da notoriedade. “O expoente deste trabalho foi o rebranding da marca com os rótulos da colecção ‘Naperão’, que homenageiam a cultura portuguesa dos anos 60 e 70”, lembrou o presidente, referindo que se tratou de “uma campanha inovadora”, protagonizada pelas próprias colaboradoras.
Eleito no passado dia 24 de Abril, Rui Folha aproveitou ainda para referir alguns dados do relatório de Actividades e Contas, recentemente aprovado, e que apresentou um volume de negócios de 5.8 milhões de euros (+19,4%) e 4,5 milhões de garrafas vendidas (8,5 garrafas / minuto). “Entre 2015 e 2020 o volume de negócios da adega cresceu 110%”, informou o presidente, adiantando que a adega exporta para 32 países, tendo como principais destinos Brasil, Rússia, Polónia e E.U.A.
As decisões estratégicas a perseguir por este novo conselho de administração são “a valorização dos colaboradores, através da formação com foco no desempenho profissional e na valorização pessoal, convívios de promoção do reforço do espírito de equipa e a valorização da uva de forma a promover a produção de qualidade e a captar as melhores uvas da região”. Mas Rui Folha foi mais longe. Para além da valorização da inovação e tecnologia, através da aquisição de novos equipamentos de ponta, depois da linha de engarrafamento, unidade sistema limpeza CIP, gaseificador em linha, seguem-se muitos equipamentos já aprovados no plano de investimentos.
O presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca referiu que vai avançar “muito rapidamente” com a entrega do terreno, depois de um processo de expropriação “demorado” que está “praticamente concluído”. A necessidade de mais terreno também mereceu a atenção de Augusto Marinho, que aplaudiu o projecto “lindíssimo” da nova adega, que acautela já a eficiência energética e a promoção do território na área do enoturismo.
Já o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), Manuel Pinheiro, aplaudiu a adega por estar já a fazer o caminho do futuro com novos produtos e embalagens. “A aposta na sustentabilidade é o futuro e estes concelhos têm que ser concelhos verdes, temos que ser capazes de levar ao mundo grandes vinhos e ao mesmo tempo dizer às pessoas para nos visitar. Este é o desafio dos próximos anos e a adega está nessa liderança”, assegurou. Manuel Pinheiro destacou o facto da adega fazer parte da “segunda geração das cooperativas com um modelo competitivo virado para fora”. Esta cooperativa, continuou o presidente, “é chamada para a área do enoturismo, sendo que tem um potencial fabuloso para estar na liderança, porque tem feito um trabalho impressionante”.

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