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“Temos o dever de memória em relação às vítimas do Holocausto”
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“Temos o dever de memória em  relação às vítimas do Holocausto”

As Nossas Escolas

2020-01-28 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Agrupamento Carlos Amarante assinalou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado no dia 27, data da libertação do Campo de Concentração e Extermínio Nazi de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas em 1945.

“É uma ferida em aberto para as famílias que viveram o Holocausto”, disse ontem Ana Marques, leitora de Língua e Cultura Portuguesas, ao serviço do Instituto Camões, na Universidade Hebraica de Jerusalém e na de Telavive, em Israel, de 2010 até 2018.
Ana Marques alerta que numa altura em que “o anti-semitismo está de volta na Europa é muito importante que estes testemunhos vivos sejam passados e que os alunos tomem consciência que não foi uma história que aconteceu há muitos anos e acabou, mas que todos nos devemos empenhar para que não volte acontecer”.

Ana Marques falava ontem na Escola Carlos Amarante que assinalou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado anualmente no dia 27 de Janeiro, data da libertação do Campo de Concentração e Extermínio Nazi de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas em 1945, com uma sessão evocativa da data e a inauguração da exposição ‘Shoá – o Holocausto: como foi humanamente possível?’.
“Neste dia da Memória e do Heroísmo que é assim que chamam em Israel, toca uma sirene às 10 da manhã durante dois minutos e todas as pessoas param na rua, no trabalho, onde quer que estejam e todos os cafés e restaurantes estão fechados. As pessoas respeitam profundamente este dia”, contou Ana Marques, dando nota que “em Israel vivem, actualmente, 192 mil sobreviventes do Holocausto. Há cada vez menos testemunhos e é muito importante a preservação da memória destas testemunhas directas. É uma corrida contra o tempo porque são pessoas muito idosas”.

Também Eduardo Jorge Madureira, autor de numerosas publicações sobre direitos humanos e sobre o Holocausto tendo ainda coordenado diversas iniciativas para evocar a vida de Anne Frank, recordou Aristides de Sousa Mendes que salvou 30 mil vidas do Holocausto e sublinhou “o dever de memória em relação às vítimas de injustiças, em particular do Holocausto”.
Nesta partilha de vivências com os alunos, Ana Marques contou que “este não é um tema que apareça espontaneamente nas conversas entre os israelitas, mas é profundamente respeitado por todos”.

Este Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é organizado desde 2005 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) tem como objectivos principais prestar homenagem à memória das vítimas do Holocausto e combater o anti-semitismo, o racismo e quaisquer outras formas de intolerância que podem levar à violência em grupo. Como recorda Primo Levi “Aconteceu, portanto pode acontecer novamente”.
As comemorações na Escola Secundária Carlos Amarante iniciaram-se com uma ‘conversa’ sobre a temática, exibindo passagens de alguns filmes como a ‘A vida é bela’, ‘A noite e o nevoeiro’, ‘A Lista de Schindler’, e ‘A noite cairá’, numa tertúlia, conduzida por alunas do 11.º ano de História B.
Este dia foi também marcado pela inauguração da exposição ‘Shoá – o Holocausto: como foi humanamente possível?’ onde se pode visualizar a vida dos judeus, com depoimentos e fotos de pessoas, a ascensão e a propaganda nazi, e a vida nos guetos e nos campos de concentração. Remete ainda para a contemporaneidade apelando para valores como a tolerância, o respeito, a igualdade, a resistência e a resiliência.

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