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Teatro da Didascália convida a visita guiada pela paisagem industrial
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Teatro da Didascália convida a visita guiada pela paisagem industrial

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Teatro da Didascália convida a visita  guiada pela paisagem industrial

Vale do Ave

2021-10-14 às 18h22

Redacção Redacção

Espetáculo percurso estreia-se na próxima quinta-feira, 21 de outubro, no Antigo Quartel de Bombeiros de Riba d’Ave

Um quartel dos bombeiros localizado, precisamente, em frente a um teatro. Coincidência? Um verdadeiro conhecedor da organização urbanística “ferreirina” – fruto da obra e legado de Narciso Ferreira, um dos maiores industriais portugueses – decerto saberá que “os teatros sempre foram lugares inflamáveis”, sendo, por isso, necessário apagar o mais pequeno sinal de “inflamação insurgente”. Mas será possível extinguir a de Paisagem Efémera – industrial e urbana? O segundo ato do projeto do Teatro da Didascália, que explora o impacto da industrialização em Riba d’Ave, e que se estreia já na próxima quinta-feira, 21 de outubro, às 21h00, no Antigo Quartel de Bombeiros da freguesia de Vila Nova de Famalicão, vem mostrar que não. O espetáculo percurso, em cena até 24 de outubro, vai contar com participação do Grupo Coral da Associação Reformados da vila, responsável por dar voz ao património oral.



Uma excursão por Riba d’Ave, uma vila “Art Deco”. O convite para esta visita guiada à freguesia (re)conhecida pela sua forte relação à indústria têxtil é lançado logo na primeira cena de Paisagem Efémera – industrial e urbana, na qual um guia turístico recebe o público para esta viagem pela vila, recuando até ao período “ferreirino”. Nesta expedição é possível perceber um pouco melhor a arquitetura característica “da época”, observável nos vários exemplares do seu estilo espalhados um pouco por toda a vila: da fábrica localizada no centro (“enquanto motor do desenvolvimento económico e social”), ao edifício do mercado, quartel dos bombeiros, antiga estalagem, ou, o Café Riba d’Ave.

Riba d’Ave é uma vila que espelha a paisagem industrial e urbana do Vale do Ave, marcada pela “ocupação” sucessiva das margens do Rio Ave por fábricas e edifícios “de todos os géneros e feitios”. Aquilo que pode ser visto como desenvolvimento, com vantagens para o mundo “moderno” e “civilizado”, é questionado pelo Teatro da Didascália: “estamos exatamente a falar de vantagens para quem e a que custo?”. A realidade é que durante décadas o rio que nasce nas encostas da Serra da Cabreira, em Vieira do Minho, com água pura e límpida, vai desaguar, em Vila do Conde, contaminado pela poluição das fábricas que descarregam nele os seus despojos.

O segundo ato de Paisagem Efémera – industrial e urbana pode ser visto de quinta-feira a domingo, às 21h00, no Antigo Quartel de Bombeiros de Riba d’Ave (em frente ao Teatro Narciso Ferreira). O preço dos bilhetes é de cinco euros, sendo que os ingressos podem ser adquiridos através da bilheteira online do Teatro da Didascália (teatrodadidascalia.bol.pt). No dia 21 de outubro, a sessão conta com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Mais informações disponíveis através do e-mail rp@teatrodadidascalia.com ou do contacto 924 305 850.

Grupo Coral perpétua história oral da freguesia
“Água do rio que lá vai / Ai quem ma dera recolher / A água corre e canta bem / Cantar com ela é um prazer”. São estes alguns dos versos que vão ecoar pelas paredes do Antigo Quartel de Bombeiros pela voz dos elementos que compõem o Grupo Coral da Associação Reformados de Riba d’Ave (ARRA). O grupo foi convidado a participar no segundo ato de Paisagem Efémera – industrial e urbana com o objetivo de incentivar a partilha da história oral da vila famalicense, através da interpretação musical da expressão popular.

Paisagem Efémera – industrial e urbana vai contar com mais um ato
O primeiro ato de Paisagem Efémera – industrial e urbana foi apresentado em maio deste ano, num local “habitado” pelo silêncio e o vazio, considerado o “átomo gerador do big-bang da revolução industrial de Riba d’Ave”: a Fábrica Sampaio Ferreira. Nesse espetáculo, os criadores e intérpretes Bruno Martins (responsável pela direção artística), António Júlio, Margarida Gonçalves e Rui Souza deram voz aos operários “anónimos” que permanecem na sombra da “glória” da indústria têxtil da freguesia de Vila Nova de Famalicão. O terceiro e último ato continuará a explorar a paisagem industrial e urbana do território ribadavense, sendo que “reina” a dúvida: qual será o próximo espaço “ferreirino” a ser ocupado?

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