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Técnicos de diagnóstico e terapêutica convocam greve para 26 de Fevereiro

Braga

2020-02-14 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Plenário de técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica realizou-se ontem no Hospital de Braga. Não aplicação do contrato colectivo de trabalho motivou greve de protesto.

Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica do Hospital de Braga decidiram, ontem, a convocação de uma greve para o dia 26 de Fevereiro como forma de protesto pela não aplicação do acordo colectivo de trabalho para os hospitais EPE.
A paralisação foi decidida num plenário daquele grupo profissional, convocado pelo Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), cujo presidente, Luís Dupont, destacou, em declarações ao Correio do Minho, que a não aplicação do acordo colectivo de trabalho representa uma perda mensal de cerca de 200 euros para os profissionais, relativamente aos colegas dos restantes hospitais EPE.

Segundo aquele Sindicato, o contrato colectivo de trabalho deveria ter sido aplicado logo no início de Setembro de 2019, altura em que cessou a parceria público-privada do Hospital de Braga e se iniciou a gestão pública do mesmo. “Esperamos que se verifiquem desenvolvimentos, pois está nas mãos da administração do Hospital de Braga e da tutela, a resolução deste diferendo, aplicando desde já, e com efeitos a 1 de Setembro, o acordo colectivo de trabalho para os Hospitais EPE” declarou o presidente do STSS, no final do plenário.

Luís Dupont reconhece que o conselho de administração do Hospital de Braga está “sensível” à aplicação do acordo colectivo de trabalho, mas o mesmo mostra-se “incapaz de resolver a situação, porque aguarda orientações da Administração Regional de Saúde do Norte e da tutela”.
O Hospital de Braga tem ao serviço quase duas centenas de técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, adiantando o presidente do STSS que a greve do próximo dia 26 afectará a realização de exames de rotina, com reflexo nas cirurgias programadas e consultas de especialidade.

Contactada a administração do Hospital de Braga, fomos remetidos para a informação prestada há dias de que foi já feito “o pedido de adesão aos acordos colectivos de trabalho, garantindo a igualdade entre profissionais”, estando assegurado no orçamento de 2020 da instituição o impacto financeiro resultante das actualizações salariais” e da necessidade de contratar mais técnicos para fazer face à aplicação do horário semanal de 35 horas,
Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica reclamaram respostas mais precisas e datas concretas para a aplicação efectiva do contrato colectivo de trabalho, com efeitos retroactivos a Setembro do ano passado.
A greve de 26 de Fevereiro visa demonstrar “o desagrado e o descontentamento pela falta de capacidade, atempada, da instituição de dar resposta a todas as necessidades, internas e externas, que põem em causa, não só as condições laborais destes profissionais, como também a prestação dos cuidados de saúde da instituição”, refere o presidente do STSS.

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