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‘Talvez um dia’ invoca inércia da sociedade

Vale do Ave

2020-09-24 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Casa das Artes acolhe amanhã a estreia de ‘Talvez um dia’, uma nova co-produção com a companhia Fértil e com o Teatro Diogo Bernardes.

‘Talvez um dia’ alguma coisa aconteça é um “padrão muito típico” na nossa sociedade. Por isso, ‘Talvez um dia’ é um exercício que “pretende explorar o conceito de esperança infinita, apelando à inércia da humanidade”. A peça, que estreia amanhã na Casa das Artes de Famalicão, estava agendada para subir ao palco no passado dia 27 de Março, mas com a actual pandemia Covid-19 foi adiada.
A Casa das Artes de Famalicão acolhe, a partir das 21.30 horas, a estreia de ‘Talvez um dia’, uma nova co-produção com a companhia Fértil - Associação Cultural e com o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, que esteve prevista para assinalar o Dia Mundial do Teatro 2020.

Pelo ‘caminho’, uma das actrizes acabou o contrato em Junho e teve que sair e “foi necessário readaptar a peça para duas actrizes e um músico”, contou uma das actrizes em palco, Neusa Fangueiro.
Antes do ensaio, realizado ontem, Neusa Fangueiro confidenciou: “é sempre um regresso, uma dor de barriga e ansiedade. Mas regressar ao palco é uma alegria, uma vontade imensa, porque isto é a nossa vida”.

No entanto, a Fértil - Associação Cultural não chegou a estar parada, já que fez alguns espectáculos ao ar livre. Mas esta peça é o primeiro espectáculo de volta ao espaço fechado com todas as regras da Direcção Geral de Saúde.
Sobre a peça, Neusa Fangueiro confidenciou: “estamos sempre à espera que o outro faça e que algo aconteça. Estamos sempre nesta esperança infinita e a peça acaba por levar essa mensagem para reflectir sobre o assunto”.
‘Talvez um dia’ é uma criação de Rui Alves Leitão, que assenta numa linguagem poética.
“Esta composição teatral pretende ser um espectáculo sensorial, emocional e de uma reflexão da existência humana”, pode ler-se ainda na sinopse da peça. Sem que se chegue a nenhuma conclusão ou sem pretender qualquer alusão à moral, ‘Talvez Um Dia’ “pretende apenas um momento de questionamento mútuo entre o actor e o espectador”.

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