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Suinicultura: Quase metade dos porcos nascidos em Portugal provêm de Centro de Inseminação Artificial
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Suinicultura: Quase metade dos porcos nascidos em Portugal provêm de Centro de Inseminação Artificial

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Nacional

2010-05-30 às 14h46

Lusa

Quase metade dos porcos nascidos em Portugal são filhos de varrascos (machos para reprodução) do “maior centro” de inseminação em suínos do país, instalado em Santiago do Cacém, que produz “350 mil doses anuais” para inseminar as fêmeas.

Quase metade dos porcos nascidos em Portugal são filhos de varrascos (machos para reprodução) do “maior centro” de inseminação em suínos do país, instalado em Santiago do Cacém, que produz “350 mil doses anuais” para inseminar as fêmeas.

“Somos líderes de mercado em Portugal”, diz José Daniel Alves, administrador da AIM/CIALA, entidade proprietária do centro de inseminação, indicando que “cerca de 45 por cento dos porcos nascidos em Portugal são filhos de varrascos deste centro”.

O Centro de Inseminação Artificial funciona desde 1997 e foi criado pelo Agrupamento de Suinicultores do Litoral Alentejano, que detém agora 55 por cento da empresa, sendo os restantes 45 por cento detidos pela holandesa TOPIGS.

A inseminação artificial “é hoje em dia o método utilizado pela generalidade dos suinicultores”, porque, explicou o mesmo responsável, permite fazer uma “seleção genética”, cruzando os animais com as “melhores características”.

Desta forma, os produtores rentabilizam também os varrascos, já que, pelo método natural, um macho pode copular com uma porca ou duas vezes por semana, enquanto no Centro de Inseminação Artificial do Litoral Alentejano o mesmo animal no mesmo período de tempo pode dar origem a 80 ninhadas.

“Aqui um animal pode produzir, num ejaculado só, 40 doses e cada dose, se a porca for inseminada na altura certa, vai produzir uma dúzia de leitões”, disse.

A “sanidade”, a “uniformidade dos animais criados” e o “nível genético” dos animais são apontados por José Daniel Alves como garantes da qualidade, algo que não poderia ser garantido, diz, numa produção natural.

Na área onde estão os varrascos e onde é feita a recolha do sémen, apenas entram os técnicos, devidamente equipados e com uma roupa diferente da usada no exterior do edifício e mesmo os veículos que transportam o produto são desinfetados à entrada da unidade.

Estes animais, que dão origem a uma ou duas ninhadas por semana cada um, não chegam a contactar com uma fêmea ao longo dos seus três anos de vida.

Com a parceria, desde 2007, da multinacional holandesa, que trabalha na área da seleção genética, a informação sobre os animais “está inserida numa base de dados mundial”, que cruza dados e aconselha ao cruzamento de determinados exemplares, o que resulta numa “melhor qualidade” da produção de carne.

As características que definem a “qualidade” das diferentes raças de porcos que produzem, segundo explicou, são a “conformação, o músculo, a capacidade de transformar alimento em carne” e ainda “o número de leitões nascidos”.

Atualmente, o centro do litoral alentejano, que tem uma faturação anual de um milhão de euros, emprega 22 trabalhadores, tem cerca de 170 varrascos e ampliou a capacidade recentemente para 200, num investimento que rondou os 500 mil euros.

Segundo avançou José Daniel Alves, a intenção é continuar a crescer, estando em curso a negociação de uma parceria com uma cadeia de distribuição de carne de porco a nível nacional, para a qual o centro vai reproduzir especificamente uma determinada raça estrangeira.

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

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