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Suíça/Eleições: Portugueses são bem vistos, mas ambiente político contra a imigração pode afetar comunidade
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Suíça/Eleições: Portugueses são bem vistos, mas ambiente político contra a imigração pode afetar comunidade

Apresentado Plano de Operações Distrital no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2019

2011-10-21 às 13h09

Lusa

Os portugueses são bem vistos na Suíça, mas o atual ambiente político em relação aos imigrantes, sobretudo muçulmanos, acaba por afetar indiretamente a comunidade portuguesa, disse hoje o representante local do Conselho das Comunidades.

Os portugueses são bem vistos na Suíça, mas o atual ambiente político em relação aos imigrantes, sobretudo muçulmanos, acaba por afetar indiretamente a comunidade portuguesa, disse hoje o representante local do Conselho das Comunidades.

A imigração é um dos temas principais da campanha eleitoral dos partidos de direita na Suíça, que continuam a ver nessas comunidades, sobretudo a muçulmana, uma ameaça, às vésperas das eleições para o Parlamento Federal, que acontecem no domingo.

“Isso (o ambiente político contra os imigrantes) não é propriamente uma coisa que nos diga diretamente respeito. É mais relacionado com a população muçulmana, que está a desenvolver-se a um ritmo impressionante. São várias comunidades” que estão estabelecidas na Suíça, referiu Manuel Beja, conselheiro do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) na Suíça.

Segundo o representante, “há cerca de 10 anos havia cerca de 50 mil muçulmanos e, hoje, há centenas de milhares que são ligados ao mundo muçulmano”.

“As baterias da extrema-direita suíça não estão efetivamente voltadas para nós e estão sim voltadas para os muçulmanos e isso, de forma indireta, afeta-nos”, sublinhou.

A população suíça aprovou, em 2010, a iniciativa da direita de expulsar automaticamente os estrangeiros condenados, independentemente da gravidade dos delitos.

“A comunidade portuguesa é muito bem vista na Suíça, sempre foi. É uma comunidade que se conseguiu impor, conseguiu integrar-se com a maior das tranquilidades”, sublinhou Manuel Beja, lembrando que os portugueses são uma comunidade de tradição católica.

Para o conselheiro, não existe na Suíça um sentimento anti-português e a força de trabalho da comunidade é muito apreciada “pela população suíça, pelos patrões, pelas empresas e também pelas autoridades”.

Na Suíça, segundo Manuel Beja, vivem 220 mil portugueses.

Em 2009, um referendo aprovou uma proposta da direita que proíbe a construção de minaretes, ligados à cultura muçulmana, e os funcionários públicos da cidade de Grenchen deixaram de atender as mulheres com véus que cobrem todo o corpo por ser muito difícil identificá-las.

O Partido do Povo Suíço (SPV/direita), no poder há 15 anos, colocou em evidência na sua campanha eleitoral para o Parlamento federal a luta contra a imigração de trabalhadores estrangeiros, contra a criminalidade dos estrangeiros, contra o suposto abuso praticado pelos imigrantes no sistema de Segurança Social e contra todos os projetos de adesão à União Europeia.

Vários temas foram abordados na campanha eleitoral, além da imigração, como a questão ambiental, muito debatida devido ao acidente nuclear em Fukushima, no Japão.

O instituto de pesquisa GFS.BERN avaliou, numa sondagem realizada entre 08 e 10 de outubro, que a taxa de participação nas legislativas deverá rondar os 49 por cento, próximo ao das últimas eleições, em 2007.

No domingo, 5,1 milhões de suíços são chamados a participar no sufrágio e, pela primeira vez, será permitido votar pela Internet em eleições legislativas em quatro cantões e também aos suíços no estrangeiro.

O instituto GFS.BERN divulgou que os resultados das principais forças políticas não vão sofrer grande alteração, ficando o Partido do Povo Suíço (SPV/direita) com 29,3 por cento dos votos, seguido pelo Partido Socialista (OS), com 19,9 por cento, e o Partido Liberal Radical (PLR/direita), com 15,2 por cento.

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