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Economia

2019-04-10 às 06h00

Miguel Viana

Promover a cooperação entre as empresas dos vários sectores foi o objectivo principal da sessão sobre o projecto ‘Link Lab’, que a Associação Empresarial de Portugal promoveu ontem, no Altice Forum Braga.

Promover a cooperação entre as empresas dos vários sectores foi o objectivo principal da sessão sobre o projecto ‘Link Lab’, que a Associação Empresarial de Portugal promoveu ontem, no Altice Forum Braga.
Dezenas de empresas puderam, assim, saber como podem realizar negócios ou aumentar a competitividade, recorrendo à inovação, à economia digital e ao investimento.
“Este é o foco do projecto, que pretende estimular a cooperação, tendo em vista o aumento da capacitação e alavancar as PME (Pequenas e Médias Empresas)”, explicou Cláudia Guterres, gestora do projecto ‘Link Lab'.
A responsável frisou que as PME’s só conseguem ganhar maior dimensão “através da cooperação. O investimento e a economia digital são áreas estratégicas em que as empresas têm de apostar”.

Uma mensagem que está a ser acatada por grande parte dos empresários portugueses. “O nosso contentamento agora é que muitos dos empreendedores que integraram projectos anteriores, estão já a aparecer como empresas constituídas. Este projecto, que é só para empresas, está a chegar a um novo público, em muitas regiões do país”, indicou Cláudia Guterres.

O projecto ‘Link Lab’ abarca empresas de todos os sectores de actividade e envolve as mais variadas instituições. “Para capacitarmos as PME, precisamos das universidades, das associações, dos municípios, e das grandes empresas, que com a sua experiência de negócio podem capacitar pequenas e médias empresas para crescerem. É um projecto muito inclusivo, que agrega as entidades todas do ecossistema empresarial”, referiu Cláudia Guterres.
Durante o encontro, os empresários presentes conheceram vários casos de sucesso empresarial, e tiveram oportunidade de debater aspectos ligados à inovação, à economia digital e ao investimento.
Foi, ainda apresentado o inquérito às empresas e o dashboard interactivo (quadro com indicadores para alcançar objectivos) que estão a ser elaborados pela Associação Empresarial de Portugal.

Empresários defendem formas alternativas de obter investimento

Os cerca de 70 empresários presentes no ‘Link Lab’ tiveram oportunidade de debater assuntos como a forma de obter investimentos ou de aplicar a inovação. Num debate moderado pelo director do ‘Correio do Minho’, Paulo Monteiro, os empresários tiveram oportunidade de apontar formas de alternativas de conseguirem obter financiamento para os investimentos.
O auto financiamento e a aposta na internacionalização aliada à gestão do risco da actividade, foi o caminho apontado por Nuno Moita, da IBERINFORM. Frederico Melo (da Energia Simples) considerou que tem de se “vender melhor o capital humano”, enquanto que João Paulo Dionísio (da Caixa Geral de Depósitos) assegurou que os empresários “estão a fazer um trabalho notável, a diversificar mercados, a investir.”

O representante do banco público assegurou que há dinheiro para investir, mas “para que haja maior probabilidade de financiamento na banca há que ter projectos de qualidade.” No que se refere à inovação, o essencial “é construir uma equipa de profissionais empenhados, que queira fazer”, apontou Sara Silva, directora de operações da Peekmed. Guilherme Fonseca (director de estratégia da ISSHO Technology) revelou que “estamos a viver a era dourada do empreendedorismo em Portugal” e aconselhou a “investir em targets de valor”. Susana Barros (BC) apontou a valorização do trabalho como sendo o caminho a seguir.
“As pessoas sentem-se realizadas, e que há uma valorização do que fazem, é meio caminho andado para a inovação”, disse Susana Barros.

No painel sobre Economia Digital foram apontados alguns desafios, como a “concorrência” aos jornais ditos tradicionais. No sector da indústria têxtil, Samuel Costa (Grupo Sónix) referiu que tem sido feito “um grande esforço” para acompanhar a evolução da tecnologia digital. Frederico Lopes (Águas do Norte) defendeu que a tecnologia tem aproximado a empresa dos cidadãos e melhorado as condições de trabalho dos colaboradores.
Sobre a cooperação, Gil Carvalho (InvestBraga) defendeu uma maior cooperação entre empresas, uma opinião partilhada por Fernando Lopes da ACB e Daniel Vilaça (da Nortempresa).

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