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Suave Mar atrai veraneantes
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Suave Mar atrai veraneantes

Cávado

2011-08-05 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

O clima já não é o que era e os veraneantes também não. Apesar de tudo o mês de Agosto iniciou para as praias de Esposende com o ‘pé direito’, levando milhares às praias nos dias de maior calor. Assim aconteceu em Suave Mar.

“Olha o gelado da Olá! Olha o geladinho!”. Paulo Mendanha, 48 anos, o vendedor de gelados, fazia-se ouvir na praia Suave Mar, em Esposende ao início da tarde de anteontem - um dos primeiros dias do mês que mais veraneantes atraiu ao concelho. Mas o negócio sazonal já não é o que era. “É a crise”.

Desde os 16 anos que o vendedor ambulante percorre as praias esposendenses com a arca congeladora às costas. “Mas as pessoas já não compram tanto como antigamente. Antes havia muitos que gostavam de oferecer gelados às crianças, mas hoje em dia já se contêm mais, dizem que não querem e evitam comprar”, referiu.
“O tempo este ano também não tem ajudado e acaba por afastar mais as pessoas de virem à praia”, apontou.

O certo é que sempre que o sol dá mais o ‘ar de sua graça’, as famílias acordam cedo para ir para a praia. Umas preferem alugar uma barraca para vários dias, outras preferem ‘armar-se’ de bagagens e lancheiras para passar lá o dia inteiro.
A família Sá, de Viana do Castelo, passa férias na praia de Suave Mar há anos. “Temos cá casa e acabamos por vir cá todos os anos passar uns dias”, comentaram à equipa de reportagem do jornal ‘Correio do Minho’.
“Gostamos desta praia em especial porque tem pouco vento”, garantiram os membros da família Sá.

Mas há muitos grupos de amigos dos concelhos próximos de Esposende que optam, também, por uma ida àquela praia. Maria, de 19 anos, é de Barcelos e trou- xe consigo a amiga Candy, de 20 anos.
“Decidimos vir para aqui por-que temos cá amigos, mas também porque esta é uma praia muito limpa, além de ser vigiada pelos nadadores-salvadores”, comentaram.

Lurdes e José Miquelino são o casal que investiu no bar ‘Mar Alto’ que concessiona a praia e garante a sua segurança com a contratação de dois nadadores-salvadores, a quem pagam mil euros por mês durante a época balnear.
Mas Lurdes Miquelino refere que “os hábitos dos portugueses estão a mudar no aspecto de férias.

No mês de Julho acaba sempre por haver menos gente porque também coincide com a época de exames. Em Agosto e Setembro há mais pessoas a ir à praia”.
“Ainda tenho clientes que alugam barracas há muitos anos e que acabaram por passar essa modalidade de férias para os seus filhos, que continuam a vir”, salientou a responsável.

“Penso que a Internet veio alterar também muito os hábitos dos banhistas, porque quando o tempo está menos bom acabam por nem sequer sair de casa - quando antes vinham para a praia de qualquer forma”.
“Investimos aqui num novo bar o ano passado porque queremos que os nossos filhos dêm continuidade a esta bonita actividade. Fazemos grandes amizades”.

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