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Braga, terça-feira

‘São João Imaterial’ dá a conhecer a história da romaria
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‘São João Imaterial’ dá a conhecer a história da romaria

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Braga

2018-06-19 às 06h00

Teresa M. Costa

Exposição ‘São João Imaterial’ congrega o essencial da proposta a submeter à Direcção-Geral do Património Cultural, mas esta continua aberta a contributos recolhidos até ao final do mês.

Os bracarenses ficam hoje a conhecer a candidatura para inscrever as Festas do São João de Braga ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, mas, desde a semana passada, que o essencial da proposta está na exposição ‘São João Imaterial’ na Casa dos Crivos.
Uma colecção de fotografias permite fazer uma linha do tempo do São João de Braga, desde o passado até à actualidade.
Também através de fotografia, pode ficar a conhecer uma das primeiras comissões de festa de que há registo fotográfico, sabendo-se que a primeira comissão data de 1893 e veio unificar as duas festas que se realizavam até então: a de São João do Souto e de S. João da Ponte que eram organizadas pelas respectivas confrarias.

Foi em 1972 que a Câmara Municipal de Braga assumiu a coordenação da Comissão de Festas.
De uma colecção privada veio uma reportagem sobre o São João de Braga publicada no n.º 124 da Ilustração Portugueza, em 1908.
De outra colecção privada saiu o ‘Auto de São João’ escrito por Gustavado de Matos Sequeira e realizado por Amélia Rey Colaço.

O historiador bracarense Eduardo Pires Oliveira ajuda a fazer uma “breve antologia histórica’ sobre o São João, na colecção Estudos Bracrenses.
Mas há muito mais para descobrir sobre o São João, através do imaterial exposto na Casa dos Crivos, onde pode ser apreciado até ao final deste mês.

O hino do São João, a tradição musical compilada no CD ‘E repenica’ editado pela Associação de Festas do São João de Braga, em 2015, também ‘têm eco’ na candidatura ao Inventário Nacional do Património Imaterial.
Os programas de festas que foram sendo elaborados, ao longo dos anos, a maioria pelo traço do Mestre Veiga, ajudam a perceber a evolução da ‘festa maior’ de Braga que sempre atraiu as gentes do concelho e de fora.
Em 1906, o Grupo Excursionista do Chiado organizou uma excursão à cidade de Braga com partida de Lisboa no dia 21 de Junho e regresso a 25 e anunciava comboios a preços reduzidos.

A história do São João de Braga pode ‘ler-se’ ainda em dezenas de recortes de notícias, algumas do Correio do Minho, que titulavam “a romaria mais querida e encantadora do Povo Minhoto”.
Chapéus de romeiro e outros objectos relacionados com as tradições do São João de Braga também entram no ‘Imaterial’, onde cabem os gigantones e cabeçudos; o folclore; as rusgas; a dança do Rei David e a procissão.
Entre as curiosidades está um apontamento sobre o vinho consumido durante os três dias das ‘festas baptistas’ e que, no ano a que se refere, totalizou 14.412 litros.
“Tal como o S. João, esta exposição também foi feita por muita gente” realça o presidente da Associação de Festas, Rui Ferreira.

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