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Smart Cities exigem “inteligência das decisões” para fazer face aos desafios
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Braga

2017-04-20 às 06h52

Paula Maia

MINISTRO do Ambiente defende que soluções têm de ser encontradas em diálogo com as populações locais, autarcas, organiza-ções, universidades, centros de investigação, empresas e sindicatos.

Considerando que as cidades inteligentes não são uma “quimera futura”, mas sim a cidade que construímos todos os dias e que tem de integrar, cada vez mais, soluções que permitam a sustentabilidade ambiental, o ministro do Ambiente, João Pedro Fernandes, reiterou ontem, no âmbito da FICIS - Forum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis, que quando se fala de cidades inteligentes “temos de falar da inteligência das decisões para fazer face aos desafios actuais e imediatos. De decisões que permitam torná-las em locais com mais qualidade de vida, com menos poluição, com mais emprego e oportunidades para todos”.
Impossibilitado de estar presente neste fórum por motivos de trabalho, o governante fez chegar as suas palavras aos participantes pela voz da sua adjunta, Inês Ferreira Alves.
João Pedro Fernandes sublinhou que as soluções têm de ser encontradas em diálogo com as populações, os autarcas que as representam, com as organizações da sociedade civil, com as universidades, com os centros de investigação, as empresas e os sindicatos. “É este o caminho que temos trilhado”, lembra o governante que deu a conhecer os traços principais do programa do governo para as Cidades Inteligentes onde deixa explícito o incentivo às intervenções integradas de desenvolvimento urbano sustentável, gerida pelos municípios, que respondam aos desafios energérico-ambientais da actualidade.
Para cumprir este desígnio, o ministério do Ambiente criou o programa Laboratórios Vivos para a Descarbonização que se traduzem em ambientes abertos de inovação, onde as autoridades públicas, empresas, universidades e cidadãos colaboram no desenvolvimento, prototipagem, validação e teste de novas tecnologias, serviços e respectivas aplicações em contexto real, nomeadamente numa cidade ou em espaço intraurbano delimitado. Estas tecnologias, em associação com as consequentes alterações de hábitos de consumo, permitirão, segundo o ministro do Ambiente, ganhos significativos na eficiência energética e ambiental nos edifícios, nos espaços públicos, nos serviços urbanos e nos transportes.
Este programa terá financiamento global de 5 milhões de euros, assegurado pelo Fundo Ambiental.
“Satisfaz-nos particularmente que o Município anfitrião desta iniciativa já esteja a reagir a este nosso desafio para pensar, modernizar e tornar mais sustentável as suas comunidade” disse o ministro referindo-se à solução inovadora apresentada ontem pelo presidente da câmara de Braga sobre a criação de pisos inteligentes entre a Estação de Caminhos-de-Ferro e a Rotunda Santos da Cunha.
O responsável releva ainda que, na mesma área de experimentação e de inovação, o ministério do Ambiente espera lançar um programa, financiado pelos EEA Grants, para os municípios com mais população.
“Queremos premiar a ousadia e a criatividade que dêem origem a soluções que possam ser generalizadas”, justifica João Pedro Fernandes.
Ainda no sentido de descarbonizar a mobilidade, o governo está também a apostar na mobilidade eléctrica, permitindo que os carros eléctricos saiam das cidades através da colocação de 24 postos de carregamento rápido a funcionar no país, nove em cidade e 15 em autoestrada. O principal eixo rodoviário nacional - a auto-estrada entre Porto e Algarve -está já equipado, de forma a permitir a um carro eléctrico atravessar o país.
“Em Abril teremos uma rede de 1076 pontos de carregamento concentrados em 439 postos”, garante o governante.

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