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SIDAC quer papel mais interventivo nos comportamentos aditivos
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SIDAC quer papel mais interventivo nos comportamentos aditivos

Equipas de Intervenção Permanente de Esposende em atividade há seis meses

SIDAC quer papel mais interventivo nos comportamentos aditivos

Braga

2019-11-14 às 07h00

Paula Maia Paula Maia

Director-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências diz que se perdeu capacidade de reacção com a separação entre a coordenação e as equipas no terreno.

O director-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SIDAC) voltou a defender em Braga a necessidade da estrutura ter um papel mais interventivo na prevenção e tratamento de dependências.
Criado no governo de Passos Coelho, no âmbito da restruturação da administração central, o SIDAC substituiu o Instituto das Drogas e da Toxicodependência (IDT), extinto em 2011. O novo organismo manteve as competências de planeamento e estratégia de prevenção do IDT, mas a prestação de tratamentos passou para a alçada das administrações regionais de saúde.
“Gostaríamos de ter uma ligação directa entre a estrutura de âmbito nacional com as unidades de intervenção local, sem que fosse mediada por estruturas regionais que têm outras preocupações e onde os comportamentos aditivos e as dependências se diluem no universo dessas preocupações”, referiu o director-geral do SIDAC, João Goulão, que ontem participou no colóquio que teve lugar na UMinho com o objectivo de assinalar os 20 anos da Estratégia Nacional de Luta contra a Droga e que juntou as Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência da região Norte.
João Goulão, que foi um dos ‘pais’ da Estratégia Nacional de Luta contra a Droga, revela que se tem assistido a um reaparecimento de alguns fenómenos relacionados com comportamentos aditivos, sublinhando, no entanto, que não é linear que haja alguma relação com a restruturação feita a nível governamental
Prestes a chegar ao fim de um ciclo estratégico que arrancou em 2013, o director-geral do SIDAC avança que está já em preparação um novo plano estratégico que arrancará em 2021 e que vigorará por um período de oito anos. “Será elaborado em simultâneo com a conclusão e avaliação do plano que termina em 2020”, diz o responsável, acrescentando que o novo plano nacional, que conta com a participação de 13 ministérios, deveria ter uma intervenção mais directa do SIDAC. “É isso que temos vindo a defender. Tive responsabilidades no figurino em que havia um organismo único, que possuía uma massa crítica, uma vida orgânica muito intensa e em que a circulação da informação era muito ágil. Hoje as coisas são muito mais mediadas por relatórios. É francamente diferente.?Penso que perdemos muito da capacidade de rea- cção aos novos desafios que são muitos e surgem todos os dias”, disse o dirigente.
Além de João Goulão, neste colóquio que teve lugar na Escola de Engenharia, participaram outras figuras como Cândido da Agra e Júlio Machado Vaz, nomes que contribuíram para a concepção da Estratégia Nacional da Luta contra a Droga, implementada em 1999, altura emque o consumo de estupefacientes era considerado o problema social mais grave.
As estatísticas registavam uma média de 297 óbitos por ano por overdose.
A estratégia nacional, que reuniu contribuições de vários quadrantes, surgiu como um estímulo inovador, transformando-se então como um exemplo a nível internacional.

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