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Semana Santa terá impacto económico superior a 12 milhões de euros

Entrevistas

2023-04-03 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Associação Empresarial de Braga aguarda que a presença de milhares de turistas na cidade de Braga nos próximos dias represente “uma lufada de ar fresco” para muitas empresas que estão a ser afectadas pelo arrefecimento do consumo.

Citação

A direcção da Associação Empresarial de Braga (AEB) estima que o investimento nas Solenidades da Semana Santa tenha “uma reprodução económica superior a 12 milhões de euros”. No programa ‘Da Europa para o Minho’, da rádio Antena Minho, o director geral da AEB, Rui Marques, considerou mesmo que, “se o tempo ajudar”, o retorno económico será “bem acima daquele valor”.
O presidente da AEB, Daniel Vilaça, espera a presença em Braga, nos próximos dias, de cerca de 100 visitantes, o que representará “um impacto económico interessante” em sectores como a hotelaria, restauração e comércio”.
À semelhança de anos, anteriores, a ocupação dos hotéis e outras unidades de alojamento da cidade de Braga andará perto dos 100 por cento nos dias que antecedem a Páscoa, o que leva o presidente da AEB a confiar que a Semana Santa representará “uma lufada de ar fresco” para muitas empresas que foram impactadas com o aumento do custo de matérias-primas e de energia.

Com perspectivas positivas de desempenho das empresas da sua área de influência durante o ano de 2023, os responsáveis da AEB?avisam, no entanto, que o “abrandamento económico” é uma realidade, pelo que o crescimento dos negócios não será semelhante ao registado em 2022.
No caso da restauração, os dois convidados de ‘Da Europa para o Minho’ assinalaram que, depois de um crescimento de 50% em 2022, relativamente ao ano anterior, está a verificar-se “um arrefecimento da procura”.
Rui Marques assinala que a persistência da inflação e o aumento das taxas de juro estão “a fazer mossa” nos orçamentos das pessoas que “vão menos vezes aos restaurantes”.

Mesmo assim, este responsável garante que, em Braga e noutros concelhos como Amares ou Vila Verde, não se está a assistir ao encerramento de restaurantes por aquelas razões.
“Braga continua a ser um destino extraordinário também para quem investe”, refere o director geral da AEB, sublinhando que os novos negócios são realizados por “grandes marcas e pequenos investidores”.
Os sectores da restauração e do alojamento são aqueles que mais têm contribuído, nos últimos anos, para o crescimento da base associativa da AEB, realçaram o presidente e o director geral de uma entidade empresarial que, em face do desaparecimento da Associação Industrial do Minho, realizou uma alteração estatutária, abandonando a designação de Associação Comercial de Braga.

“A AEB?é o espelho do território. É uma associação transversal com empresas associadas de todos os sectores, grande parte das quais micro e de pequena dimensão” relevou Rui Marques.
Com muito peso associativo no concelho de Braga, a AEB tem uma “representatividade muito interessante” de empresas instaladas em concelhos de baixa densidade como Amares e Vila Verde.
O peso dos concelhos de Vieira do Minho e Terras de Bouro é menos expressivo.

Braga afirma-se como destino turístico de primeira escolha

O presidente da AEB sustenta que a cidade de Braga deixou de receber “as sobras do Turismo que vai para o Porto”, afirmando-se como destino de primeira escolha.
Registando o “forte crescimento” da visitação da cidade de Braga, Daniel Vilaça nota que há cada vez mais turistas que, a partir da cidade, partem à descoberta da região envolvente.
“Precisamos de mais camas, mas também de reter os turistas mais tempo”, observa o presidente da AEB, desafiando os operadores turísticos a “criarem novas experiências e novos circuitos “
O director geral da AEB informa, a propósito, que esta entidade, com o apoio do Turismo de Portugal, “vai criar novas ferramentas para a promoção do destino Braga” tendo em conta as questões da sustentabilidade.
“Queremos continuar a crescer, mas de forma equilibrada, para não cair no erro de outras cidades portuguesas que cresceram desmesuradamente e prejudicaram a qualidade de vida dos cidadãos residentes”, adiantou Rui Marques no programa ‘Da Europa para o Minho’.
“O nosso território tem conseguido crescer de forma equilibrado”, garantiu.
Para o corrente ano, a AEB pretende criar “novas peças de comunicação” do destino Braga, ao mesmo tempo que aposta na formação e qualificação de mão-de-obra para o sector turístico, com centenas de formandos envolvidos em cursos de cozinha, serviço de mesa e bar, num esforço para contrariar a falta de mão de obra qualificada no sector, fenómeno que tem sido atenuado com a chegada de imigrantes.
“Não há pessoas suficientes para trabalhar. Tem-nos valido a entrada de mão de obra estrangeira para minimizar este problema que é transversal”, considera o director geral da AEB.

Alteração à lei do alojamento local é ridícula e não faz qualquer sentido

O presidente da Associação Empresarial de Braga (AEB), Daniel Vilaça, considera que o recente pacote legislativo para a dinamização do mercado da habitação “não faz qualquer sentido” quando aponta para a transformação do alojamento local em espaços de arrendamento permanente. “Foi o alojamento local que transformou e que deu vida às cidades”, alegou o líder empresarial, no programa ‘Da Europa para o Minho’, criticando o Governo por colocar agora em causa o investimento feito neste sector.
Rui Marques, director geral da AEB, também convidado do programa moderado pelo jornalista Paulo Monteiro, com participação habitual do eurodeputado José Manuel Fernandes, classificou as novas regras para o alojamento local “um disparate” e “uma injustiça”?para um sector que, no caso da cidade de Braga, representa já sensivelmente metade da oferta de alojamento turístico.

“Muitos pequenos concelhos têm sido revitalizado graças ao alojamento local”, adiantou o director geral da AEB, alegando que “já existe capacidade legislativa para regular o sector”.
Segundo Rui Marques, “as cidades de Lisboa e Porto são os únicos concelhos onde poderá haver uma pressão em demasia do alojamento local. As câmaras municipais já têm forma de controlar issao com as zonas de contenção”.
De acordo com os responsáveis da AEB, “o problema da habitação não tem nada a ver com o alojamento local”.
Rui Marques declarou que “muitas empresas estão a correr à atribuição de licenças de alojamento” como forma de se anteciparem à aplicação da nova legislação aprovada recentemente pelo Governo.
Os responsáveis da associação empresarial entendem que a cidade de Braga, atendendo à procura que regista, continua a necessitar de mais investimento em novas unidades de alojamento turístico.

Quadrilátero Urbano necessita de sistema de transportes

Daniel Vilaça defende um sistema de transporte público integrado na área do chamado Quadrilátero Urbano, envolvendo as cidades de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos.
Segundo o presidente da AEB, a melhoria das condições de mobilidade entre concelhos é condição para ultrapassar os actuais constrangimentos de escassez de mão de obra em determinados sectores de actividade.
Nessa perspectiva, o director geral da AEB, Rui Marques entende que a ferrovia tem “um papel fundamental” para aproximar os principais núcleos urbanos do distrito de Braga.
“Só com a ferrovia se pode resolver o problema de mobilidade de milhares de pessoas”, atesta este responsável, adiando que o investimento num sistema de transporte público regional atenuaria também os problemas de escassez e custo de habitação que se verificam na cidade de Braga.
No programa ‘Da Europa para o Minho’, emitido no passado sábado, o presidente da AEB relevou como marca do seu mandato a aproximação aos empresários da região, nomeadamente através da sua auscultação em conselhos consultivos sectoriais.
“Temos necessidade de ouvir os empresários para encontrar soluções direccionadas para os seus problemas”, justificou Daniel Vilaça.

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