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Braga, sábado

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Sem gigantones e cabeçudos o S. João de Braga não seria o mesmo
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Sem gigantones e cabeçudos  o S. João de Braga não seria o mesmo

Braga

2019-06-16 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos voltou a juntar milhares no centro da cidade de Braga. Iniciativa “emblemática” e indispensável nas Festas de S. João.

O presidente da Câmara Municipal de Braga considera o Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos uma “iniciativa emblemática que tem vindo a crescer” e que projectado a cidade.
Ontem à tarde, nos Paços do Concelho, na sessão de boas vindas aos grupos participantes na 30.ª edição do Encontro, o edil destacou o trabalho das dezenas de grupos participantes na preservação destas expressões da cultura popular.

No mesmo sentido, a vereadora da Cultura, Lídia Dias, relevou o contributo da associação Ida e Volta, organizadora do Encontro, para “o prestígio desta tradição muito própria do concelho”.
A autarca entende que Braga deve “trabalhar para ser capital dos gigantones e cabeçudos”.
Para o vice-presidente da Câmara Municipal e presidente da Associação de Festas de S. João, Firmino Marques, “sem o Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos, o S. João jamais seria o mesmo”, consti- tuindo o evento uma “singularidade” da cidade.

A 30.ª edição do Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos teve como padrinho o compositor e intérprete?Daniel Pereira Cristo.
“Sinto-me muito honrado e emocionado por ser convidado para ser padrinho num número tão redondo do Encontro como o 30º”, confessou o artista.
“Os cabeçudos e gigantones fazem parte do nosso imaginário e valorizo muito as pessoas que estão no movimento associativo, quem dá de si pelos outros”, declarou o artista, num “momento em que a vida associativa é tão difícil”. Para além de ter ajudado na divulgação do Encontro, Daniel Pereira Cristo animou o desfile nocturno com “alguns toques” de cavaquinho, o seu instrumento de eleição.

Encontro será mais internacional em 2020

Em 2020, o Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos contará com um maior número de estrangeiros, estando já confirmada a presença de grupos de França, Bélgica e Holanda, para além da já habitual participação dos ‘gigantes’ da vizinha Espanha.
Carlos Bonjardim, presidente da Associação Ida e Volta, referiu ontem que questões logísticas impediram a representação do Norte da Europa no 30º Encontro, que juntou ontem 45 grupos, quatro deles espanhóis.
No total, mais de 1 400 pessoas exibiram-se nas arruadas, durante a tarde, e no cortejo e baile nocturno de gigantones e cabeçudos.

Da ilha de S. Miguel, Açores, o grupo ‘Ritmos’, fundado em 2011, participou pela quarta vez no Encontro Internacional organizado pela ‘Ida e Volta’, pela “qualidade do evento e pela empatia que a cidade de Braga cria”,
A Associação Bardoada, do Pinhal Novo, tem 21 anos de existência, quase tantos quantos os que já leva de participações no Encontro Internacional que integra o programas das festas sanjoaninas bracarenses.
Jaime David, presidente da direcção desta agremiação da Península de Setúbal, não tem dúvidas que o Encontro de Braga “é o maior do país”, apresentando como grande activo “o intercâmbio e a troca de experiências entre grupos de percussão, gaitas, gigantones e cabeçudos”.
‘Bardoada’ contribuiu com 35 elementos para o desfile que ontem à noite percorreu diversas artérias da cidade de Braga, entre a Praça Municipal e a Praça da República, bem mais dos que os sete elementos que vieram a Braga pela primeira vez há 20 anos.

Com a sua actividade muito associada à participação no Encontro Internaciona de Gigantones e Cabeçudos, mas também a outros eventos marcantes do calendário festivo da cidade como a ‘Braga Romana’ e o ‘Do Bira ao Samba’, está a Associação Cultural Bombar’t, sedeada na freguesia de Panoias.
Rui Gonçalves, Bruno Nogueira e Susana Macedo lideraram este grupo de percussão e cabeçudos bracarense na oitava presença no Encontro Internacional.

A Bombar’t é um dos muitos exemplos que provam o contributo que o Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos tem dado à criação de grupos de percussão e de gigantones e cabeçudos um pouco por todo o concelho de Braga. “Este Encontro é sempre um momento de festa muito aguardado. O Encontro é único e o maior do País”, confessou-nos Susana Macedo, antes da exibição pelas ruas do centro da cidade de Braga, mais uma vez apinhadas com milhares de pessoas que vieram assistir a um dos momentos altos das Festas de S.?João.

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