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Sem fundos europeus, regiões teriam divergido mais da Europa

Economia

2022-06-01 às 12h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

ASSOCIAÇÃO Empresarial de Braga (AEB) recebeu ontem conferência sobre o impacto dos fundos estruturais e financeiros da União Europeia nas diferentes regiões de Portugal.

Citação

Sem os fundos europeus estruturais e de investimento, as regiões de Portugal, com excepção de Lisboa e Algarve, teriam divergido ainda mais da média de crescimento da União Europeia, afirmou ontem, na sede da Associação Empresarial de Braga (AEB), Sofia Terlica, co-autora do estudo ‘Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) – Avaliação de impacto nas diferentes regiões em Portugal’.
Convidada da quarta conferência ‘EuroRegiãoTalks’, promovida pelo jornal ‘EuroRegião’, a economista destacou também que os fundos do programa Portugal 2020 tiveram “um impacto grande e persistente nos territórios do interior”.
Tendo em conta os FEEI efectivamente pagos no período de 2015 a 2019, o estudo realizado por uma equipa de três investigadores da Universidade Nova SBE conclui que estes financiamentos reflectem-se no aumento do Valor Acrescentado Bruto (VAB), atestado pelo aumento da criação de empresas, das exportações, dos salários médios e do emprego.
Segundo Sofia Terlica, os fundos europeus têm, por isso, um impacto claro nas regiões e nomeadamente no sector empresarial, alavancando um desenvolvimento constante e “persistente” da economia.
O estudo estima que cada euro pago pelos fundos europeus representam um crescimento do VAB em 90 cêntimos após um ano, 1, 6 euros após dois anos e 2,4 euros no terceiro ano.
Sofia Terlica destacou ainda, na quarta conferência do ‘EuroRegiãoTalks’, que o Fundo Social Europeu tem um impacto notável na economia das regiões, proporcionando, em alguns países europeus, uma evolução mais forte do que o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), sublinhando, desta forma, “a importância da formação” .
Rui Marques, director-geral da AEB, destacou “o papel absolutamente fundamental dos fundos europeus para a coesão territorial”, mas observou que, passados 30 anos sobre a aplicação dos mesmos, “Portugal não tem feito o ajustamento que gostaríamos com outros países”.
João Silva, director de Operações do ‘YoungNetwork Group’, detentor do jornal ‘EuroRegião’, apontou a digitalização como um dos grandes desafios das empresas portuguesas, referindo que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tem um papel essencial para a evolução digital no sector empresarial nacional.

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