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“Sejam semeadores de alegria e unidade”
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“Sejam semeadores de alegria e unidade”

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“Sejam semeadores de alegria e unidade”

Braga

2019-07-19 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Vinte anos depois da eucaristia da ordenação episcopal de D. Jorge Ortiga foi apresentado ontem o livro ‘D. Jorge Ortiga - Semeador da alegria e da unidade’. A obra, prefaciada pelo cónego João Aguiar Campos, foi apresentada por D. Nuno Almeida.

Agradado com o título escolhido para a obra que celebra os 20 anos como arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga deixou ontem um desafio: “sejam semeadores da alegria e construtores da unidade”. E tal como dizia D. Frei Bartolomeu dos Mártires, que ontem também se celebrou a festa litúrgica, “são precisas mãos largas e língua curta”.
Para celebrar os 20 anos da ordenação episcopal de D. Jorge Ortiga, o livro ‘D. Jorge Ortiga - Semeador da alegria e da unidade’, da autoria de Ricardo Perna, conta com uma entrevista e os testemunhos dos vários bispos auxiliares que o acompanharam neste percurso.

D. Jorge Ortiga não sabia do livro, apenas se deixou “conduzir” durante uma “entrevista espontânea”. E o título agradou. “É testemunho da minha vida e são duas palavras que me alimentam permanentemente. A minha missão é semear sem estar à espera de frutos e ao mesmo temo este fruto grande que é a unidade entre todos”, confessou o arcebispo primaz, esperando ter mais anos para “compor este hino da alegria e da unidade”.
E mencionando novamente D. Frei Bartolomeu dos Mártires, “muitas vezes perde-se tempo com a língua não dando tempo para agir e construir”. Por isso, o arcebispo primaz deixou mais um desafio: “invistam as vossas energias nesta aventura de colocar as nossas mãos ao serviço de causas sublimes como são a alegria e a unidade. Hoje, temos direito a ser felizes, vivendo a alegria e temos também a responsabilidade de construir a unidade uns com os outros”.

D. Jorge Ortiga mostrou-se “grato” por todos os testemunhos que estão incluídos no livro, emocionando-se quando falou do falecido D. António Francisco dos Santos, primeiro bispo de Aveiro e depois do Porto.
Este livro “não esconde o sabor de um balanço, mas não é ainda um ponto final. Pode ler-se desde já como uma retrospectiva amplamente justificada, mas de olhos postos no tempo que Deus quiser”, pode ler-se no prefácio, escrito pelo cónego João Aguiar Campos, que ontem também moderou a cerimónia.

Também o bispo auxiliar da diocese, D. Nuno Almeida, que apresentou a obra, garantiu que nos últimos três anos têm vivido “em comunhão efectiva e afectiva”, onde “a partir das diferenças tem prevalecido sempre a unidade e a comunhão”. E D. Nuno Almeida, que participou na eucaristia da ordenação episcopal de D. Jorge Ortiga, no dia 18 de Julho de 1999, admitiu que o continua “a impressionar o facto de dar sempre espaço à diversidade de opiniões e de propostas de solução, procurando afastar sempre a tentação do cómodo unanimismo”. E bispo auxiliar agradeceu a D. Jorge Ortiga “por não ter tido medo de abrir a mente e o coração”.

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