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Desporto

2021-05-17 às 06h00

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

O Correio do Minho conta-lhe a história, ipsis verbis, do dia em que Marcelo Rebelo de Sousa, ainda candidato à CM Lisboa, foi convocado a expressar o seu fervor pelo SC Braga na forma de inscrição como associado. O testemunho de quem estava lá.

Está marcada para esta tarde (17 horas), no Theatro Circo, a cerimónia de apresentação do ‘Livro do Centenário’, tido como a maior obra literária da história do SC Braga. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República e sócio do SC Braga, ao contrário do que se chegou a perspectivar, não poderá marcar presença nesta cerimónia, ele que é, também, uma importante e distinta personalidade ligada ao universo arsenalista.
Ora, nesse sentido, o Correio do Minho tentou perceber como começou esta ligação entre aquele que é, hoje, o mais alto magistrado da nação, e o clube do seu coração, o Sporting Clube de Braga.
Natural de Celorico de Basto e, também por isso, com fortes ligações ao distrito e, consequentemente, à cidade de Braga, Marcelo desde muito cedo, também por influência do pai, Baltasar Rebelo de Sousa, construiu uma aproximação ao SC Braga, clube do qual assumiu ser “um ferveroso adepto”.

Ainda muito jovem, Marcelo chegou a visitar a sede do SC Braga, na companhia do seu pai, grande amigo do então presidente da CM Braga, António Maria Santos da Cunha. Aí, Marcelo foi agraciado com a colocação de um emblema de ouro do clube, por parte do presidente Tomé Gonçalves. Seriam os primeiros passos numa história que tinha ainda muito por onde crescer.
Mais tarde, estávamos na época 1988/89, era António Duarte vice-presidente do clube com a pasta do futebol profissional (Eng.º Alberto Silva a presidente da direcção e Eng.º Mesquita Machado presidente da Mesa da Assembleia-Geral) e o SC Braga deslocava-se a Setúbal para defrontar o Vitória local. Como habitual, a comitiva viajou no dia anterior e instalou-se num hotel de Lisboa. Já acomodados, foi tempo do também habitual jantar no mítico restaurante ‘Adega da Tia Matilde’, com o não menos emblemático Tio Emílio.

Numa das ‘mesas da presidência’ sentaram-se o treinador Vítor Manuel, os massagistas José Mário de Almeida (hoje no FC Porto) e Luís Filipe (ainda no SC Braga), bem como o Prof. Manuel Dantas Ferreira (director de relações-públicas). Nesse restaurante encontrava-se um movimento de candidatura à CM Lisboa, encabeçado, precisamente, por... Marcelo Rebelo de Sousa. O então candidato, apercebendo-se da presença no mesmo local de uma comitiva do ‘seu clube’, aproximou-se e interpelou a tal ‘mesa da presidência’, dizendo “com um brilho nos olhos”: “Vocês são do SC Braga? Eu estou aqui com os meus filhos, num movimento de candidatura à CM Lisboa, e sou adepto ferveroso do SC Braga”.

O momento gerou muita curiosidade - isto ocorreu há mais de 30 anos, numa altura em que a expressão do SC Braga na capital portuguesa era muito pequena -, pelo que o repto dos responsáveis dos arsenalistas foi imediatamente lançado: “O Prof. Marcelo tem de ser sócio do SC Braga”.
E assim, a 21 de Novembro de 1989, Marcelo Rebelo de Sousa tornava-se o sócio n.º 2253 do clube (entretanto, com a renumeração de associados, Marcelo passou a ser o sócio n.º 1831).
Apaixonado pelo clube desde tenra idade, Marcelo Rebelo de Sousa efectivou a sua aproximação ao SC Braga por altura dos 40 anos. Naquela noite, em Lisboa, na véspera de um jogo com o V. Setúbal, António Duarte (que nos pôs a par dos factos) e companhia tiveram papel preponderante numa das maiores aquisições do universo arsenalista.

António Duarte
Um passado ao serviço do clube e uma paixão de todos os dias

Esteve lá, presenciou, na íntegra, o momento e, como tal, é uma fonte credenciada para nos transmitir a veracidade dos factos que levaram a que todo este processo fechasse com a inscrição de Marcelo Rebelo de Sousa como sócio do SC Braga.
António Duarte, de 69 anos, representou o clube como atleta da formação, tendo desempenhado o papel de capitão. Mais tarde, a partir de 1987, entrou para a direcção do clube, como vice-presidente com a pasta do futebol profissional e de formação, numa equipa liderada pelo Eng.º Alberto Silva e com o Eng.º Mesquita Machado como presidente da Mesa da Assembleia-Geral.
Integrou ainda as presidências, como vice-presidente com o futebol profissional, de: Eng.º Luís de Sousa, José Peixoto Rodrigues, Monsenhor Melo Peixoto e João Gomes de Oliveira.
Foi também representante do SC Braga na Liga (LPFP), sob a presidência de Major Valentim Loureiro, de 2002 a 2007, desempenhando as funções de director-executivo.
Actualmente é comentador na rádio Antena Minho, no programa semanal Tertúlia Bracarense.

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