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Sabores do Caldo do Pote estão de volta

Cávado

2019-09-17 às 16h33

Redacção Redacção

Tradição gastronómica na Rota das Colheitas de Vila Verde

Tradição secular revive-se em evento agendado para o próximo sábado, dia 21 de setembro. É o desafio para uma tarde cheia de sabores do campo, num convívio popular integrado na Rota das Colheitas de Vila Verde
 
Os caldos feitos à moda antiga, nos potes em ferro sobre fogueiras a lenha, são o centro de todas as atenções em Sabariz, a mais pequena freguesia do concelho de Vila Verde. Mais de meia centena de populares trabalham para que tudo esteja pronto para, no próximo sábado, servirem a os sabores dos caldos feitos à moda antiga da aldeia.
Sobre o lume a lenha, os potes de ferro estão agora a ser trabalhados e preparados para a nova edição da Festa do Caldo do Pote. É um desafio para um final de tarde de sábado com muito convívio e recordação da saudável gastronomia campestre do interior minhoto.
Numa festa que promete grande animação popular, os caldos começam a ser preparados durante a tarde e prontos a ser servidos. A partir das 18h00, as pessoas são convidadas a provar 25 caldos diferentes. O espaço, junto à sede da Junta de Freguesia de Sabariz,
São cerca de duas dezenas de homens e mulheres que vão dedicar-se a confecionar os mais diversos caldos, junto a diferentes fogueiras espalhadas por um terraço ao ar livre. Integrada Na Rota das Colheitas promovida pelo município de Vila Verde, a Festa do Caldo do Pote é organizada pela Junta de Freguesia e pela Associação Popular de Sabariz

Às cozinheiras e cozinheiros de Sabariz, vão juntar-se também alguns companheiros de freguesias vizinhas do Vale do Homem. Couves, repolho, nabos, nabiças e os mais variados feijões, sem esquecer as boas carnes campestres, fazem parte do leque de ingredientes para a confeção dos diferentes caldos, que incluem ainda a farinha e também a batata esmagada à colher – tal como no tempo das boas cozinheiras deste mundo rural em que não havia varinhas mágicas. Há ainda espaço para os caldos verde, da pedra e de feijão verde, à lavrador, à camponesa e até de bacalhau.

No total, deverão ser confecionados mais de 1.500 litros de caldo, em potes cujos tamanhos variam entre os 20 e os 100 litros. À entrada do recinto, as pessoas podem adquirir, por quatro euros, uma malga alusiva ao evento, pela qual podem aceder livremente a todos os caldos. Recebem ainda a broa de pão

Além dos caldos, serão ainda confecionadas pataniscas de bacalhau. Jovens voluntários estarão a servir bebidas e ainda doçaria local.
Sobre o evento, o presidente da Junta, Fernando Simões da Silva, faz questão de sublinhar que “é uma festa aberta ao público em geral”. "Isto também só é possível porque há um grande grupo de pessoas da terra que faz questão de manter viva esta iniciativa e se disponibiliza para preparar e confecionar os ingredientes todos para a sopa, muitos deles trazidos dos seus quintais ou hortas, mas também outros que têm de ser comprados, como a carne", esclarece ainda o autarca.

São esperadas cerca de duas mil pessoas. A grande adesão popular ao evento tem servido de estímulo à recuperação da tradição de cozinhar nos potes de ferro e com lume a lenha.
São já muitas as casas onde as famílias recuperaram os seus antigos potes e voltaram fazer caldo e não só – como é o caso do cozido à portuguesa e das papas – como lhes ensinaram os seus familiares mais antigos. “Não há dúvida que o caldo feito no pote, com o lume a lenha, tem outro sabor, é único”, assegura o autarca. E garante que é um sabor apreciado por gente dos diferentes estratos sociais, das mais diversas origens e de todas as idades, com especial referência para os jovens.
"Nesta festa, graças aos caldos que aqui comeram e viram a fazer, já registamos muitos casos de crianças e jovens que ficaram a gostar das sopas que tanto teimam em recusar em casa. E também casos de adultos que passaram a gostar de determinados legumes e caldos, como os nabos e as nabiças", revela Fernando Silva, determinado em manter a linha tradicional e campestre do Caldo do Pote de Sabariz.

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